27 de Outubro de 2021 | Coimbra
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Dia Nacional dos Farmacêuticos: Saúde exige resposta coordenada

24 de Setembro 2021

Os farmacêuticos têm um papel fundamental na área da saúde. A presidente da (SRCOF), Anabela Mascarenhas, alerta para a necessidade de haver “uma resposta integrada e coordenada” nesta área, que alie todos quantos tenham responsabilidades neste setor da saúde mas também a própria sociedade que, muitas vezes, é também chamada a intervir, como sucede em várias iniciativas, sendo exemplos disso as campanhas solidárias “Dê o troco a quem precisa” ou “Todos por quem cuida”.

Os farmacêuticos nas farmácias e noutros locais com menos contacto com a população (investigação, indústria, hospital, análises clínicas, distribuição e muitos outros) tiveram também um papel fulcral neste contexto de pandemia, sendo chamados a responder continuamente e não deixando ninguém sem medicação urgente, nomeadamente nas situações de doenças crónicas e outras que exigiam soluções imediatas, como a testagem massiva da covid-19.

“As farmácias tiveram aqui um papel muito interventivo, na medida em que nunca fecharam. Estiveram sempre ao serviço dos seus utentes e, acima de tudo, colaboraram de uma forma muito proativa com as próprias farmácias hospitalares”, realça. Recorda que “os utentes tiveram, nessa altura, mais dificuldade em deslocar-se aos hospitais para levantar medicação, em particular os doentes oncológicos, tendo as farmácias colaborado com os hospitais, passando a receber esses medicamentos e a entregá-los aos respetivos utentes, de uma forma mais próxima”.

Para Anabela Mascarenhas, esta medida representou “uma enorme poupança de recursos económicos tanto para os utentes como para o Estado” e mostrou que é uma colaboração que “pode e deve continuar a nível nacional, com essa interligação entre o farmacêutico comunitário e o farmacêutico hospitalar”.

Não há dúvidas que “a pandemia veio mostrar que, mais do que nunca, é preciso que haja uma resposta integrada na área da saúde”. A presidente da SRCOF explica que a covid-19 obrigou os farmacêuticos “a comunicar de uma forma completamente diferente com outros profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros mas também nutricionistas e psicólogos”. No seu entender, tornou claro que “não conseguimos trabalhar sozinhos na área da saúde” e que “é necessário que estas equipas multidisciplinares se afirmem cada vez mais para bem da saúde global”. E nesse envolvimento destaca também o papel da sociedade, que tem sido solidária mas que pode continuar a fazer ainda mais por quem mais precisa.

Anabela Mascarenhas aproveita ainda esta celebração para agradecer a todos os farmacêuticos pelo seu trabalho, não só os da farmácia comunitária que são os “rostos mais visíveis”, mas também “àqueles farmacêuticos invisíveis que muitas vezes estão em locais, como os hospitais, que não se veem, mas que estão a fazer um trabalho que depois se repercute naquilo que é a entrega final do medicamento”.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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