6 de Maio de 2021 | Coimbra
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Covid-19: Facilitar na semana da Páscoa é “morrer na praia”

1 de Abril 2021

A Páscoa é, por tradição, uma época de encontro, partilha e também, em muitos casos, de férias. A pandemia obriga, contudo, a contenção e a restrições apertadas neste período, de forma a evitar que o número de contágios possa aumentar novamente.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Primeiro-ministro, António Costa, reforçaram por isso os apelos à responsabilidade cívica.

Marcelo Rebelo de Sousa disse mesmo que, se houver facilitismo na semana da Páscoa, poderá registar-se um novo aumento de casos e gerar-se “uma sensação de frustração”, de “morrer na praia”.

Apesar das restrições à circulação entre concelhos de 26 de março a 5 de abril, é sabido que muitos portugueses saíram da sua zona de residência ainda antes de vigorar a proibição, o que levanta preocupações.

“As pessoas têm de perceber porque é que é fundamental que corra bem a Páscoa, é fundamental para elas. Eu sei que estão cansadíssimas, que estão fartas, que querem ir para férias, tudo isso é compreensível”, referiu o Presidente, alertando contudo para o facto de os casos de covid-19 estarem a subir na Europa, ao contrário do que acontece atualmente em Portugal.

“Temos de evitar que isso venha a acontecer em Portugal e a melhor maneira de começar é, nesta semana de Páscoa, não facilitando. Porque facilitar é um bocadinho o morrer na praia, depois do trabalho e do sacrifício todo”, considerou.

Recorde-se que já na semana passada, na sua mensagem ao país, o chefe de Estado tinha pedido sensatez, reforçando que um esforço durante esta semana “pode valer muito tempo ganho no verão, no outono, na vida das pessoas, no emprego, nos salários”.

Semana “muito crítica”

António Costa alertou, por sua vez, para o facto de esta ser uma semana “muito crítica” para o processo de desconfinamento, apelando aos portugueses para que tenham uma Páscoa “completamente diferente” da habitual.

O Primeiro-ministro recordou que o plano de desconfinamento do Governo prevê que as aulas presenciais no segundo e terceiro ciclos recomecem segunda feira e, duas semanas depois, o secundário. “Para que isso se cumpra, é absolutamente fundamental que consigamos continuar a manter a pandemia sob controlo”, afirmou,

O Primeiro-ministro defendeu que o país “não pode perder o que conquistou nas últimas duas semanas”, mas avisou que “nada está ganho ainda” e Portugal “não pode voltar para trás”.

“Assumamos todos que a Páscoa vai ser completamente diferente das Páscoas das nossas vidas, para que as nossas vidas possam ser retomadas como habitualmente eram e possamos voltar a ter, no futuro, as Páscoas que todos desejamos, com aqueles entes queridos que queremos que estejam cá para passar outras Páscoas connosco”, disse.


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