17 de Novembro de 2019 | Coimbra
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“Correntes de mudança” inspiram candidatura de Coimbra a Capital da Cultura

31 de Outubro 2019

A candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura de 2027 tem como mote “Correntes de mudança”, um slogan que mostra que a ideia de mudança faz parte do ADN da cidade, marcando toda a sua história e impulsionando também o seu futuro.

Esta foi uma das novidades apresentadas, na segunda feira, no Museu Nacional Machado de Castro, pelo grupo de trabalho responsável por esta candidatura que, como sublinhou o mágico Luís de Matos, que lidera a equipa, é, acima de tudo, uma candidatura congregadora, que pretende “unir toda a cidade em torno de um mesmo objetivo, histórico e inadiável”.

Depois de reunir com os representantes dos 19 municípios que integram a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, a equipa traçou um balanço do primeiro ano de atividade, dando conta das atividades já realizadas e anunciando os projetos que estão em curso e que estão previstos realizar até ao primeiro trimestre de 2020.

A escolha do tema “Correntes de mudança” como base desta candidatura foi uma das grandes novidades anunciadas, a par com outros projetos que estão em curso, nomeadamente a realização de um inquérito sobre os hábitos e expetativas dos conimbricenses na área da cultura, a preparação de um Conselho Cultural, onde todos podem e devem apresentar as suas ideias, e, ainda, a realização, em março de 2020, de um 2.º FOR1C, intitulado “Cidades Capital”, que deverá contar com a participação das cidades europeias já selecionadas como Capital Europeia da Cultura, entre 2020 e 2025.

Sobre o tema, Luís de Matos explicou que espelha “o incontornável desígnio da cidade de Coimbra, inscrevendo-se num contínuo e histórico processo de mudança”, valorizando o passado mas utilizando-o como uma espécie de “trampolim” que “crie condições de construção de uma permanência e de um devir”.

Quando ao inquérito, vai ser executado pelo Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra e, de acordo com a vereadora da Cultura da Câmara de Coimbra, Carina Gomes, vai envolver “todas as freguesias do concelho”, numa amostra com “mais de 1.000 pessoas”, estimando que os resultados possam ser conhecidos a 24 de janeiro, durante a próxima apresentação pública do grupo. Este inquérito pretende conhecer as práticas de participação cultural da população do concelho, de forma a traçar “um diagnóstico amplo e completo quer sobre as práticas e disponibilidades para a participação cultural da população, quer sobre as características do tecido cultural local e a atividade, as expectativas e os projetos dos agentes e organizações culturais que o integram”.

Para promover a reflexão sobre todas estas temáticas e na sequência da auscultação feita aos vários agentes culturais, o grupo de trabalho anunciou ainda que está a preparar um primeiro encontro, que designou por Conselho Cultural, que deverá constituir-se “enquanto plataforma de reflexão, de ideias e de ações sobre a cultura em Coimbra”.

Luís de Matos sublinhou que “esta é uma candidatura que é de todos, sem exceção”, destacando a importância que terá não só até 2027 mas, acima de tudo, o que poderá deixar a partir de 2028.

Nuno Freitas, que integra também o grupo de trabalho, lembrou que esta é “uma competição para representar Portugal” e considera que Coimbra tem “condições absolutamente únicas” para conquistar o título.


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