17 de Abril de 2024 | Coimbra
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Lucinda Ferreira

Coro dos Pequenos Cantores de Coimbra com o Maestro José Firmino

6 de Abril 2023

“Se eu não fosse físico, provavelmente seria músico. Muitas vezes penso na música. Vivo meus devaneios na música. Vejo minha vida em termos de música. Não sei dizer se teria feito algum trabalho criativo de importância na música, mas eu sei que o meu violino extrai a maior alegria da vida”. Einstein

“Minha paixão pela justiça social muitas vezes me colocou em conflito com as pessoas, assim como minha aversão a qualquer obrigação e dependência que eu não considerasse absolutamente necessária”.

Coro dos Pequenos Cantores de Coimbra, com o Maestro José Firmino

  • O meu coração, por bondade do criador, vivo até hoje, o meu coração é o órgão mais amplo e fiel, a quem não tenho palavras para a agradecer, pelo quanto me tem oferecido em termos de alegrias, dores, vivências inesquecíveis, que voarão comigo, para onde quer que eu migre, quando deus me chamar!
  • Quantas saudades ele alberga das pessoas queridas, especiais que passaram na minha vida. Einstein dizia que nunca mais somos os mesmos, quando nos cruzamos com alguém. O fenómeno de entrelaçamento na física quântica reforça este conceito.
  • Encontros que marcam as nossas vidas!
  • Recordo com gratidão, saudade e carinho o maestro José Firmino, partilhando ambos emoções inolvidáveis de alegria, nervosismo, plenitude e realização, como duas crianças maravilhadas, vivendo sonhos que se entranham na alma e irão connosco, na última viagem por toda a eternidade!

Como, quando e onde, conheci o maestro José Firmino?

  • Junho de 1982.
  • Rádio televisão do porto, cada um na sua caminhada, sem nunca antes, nos termos visto!
  • Ouvi um coro cantando. Gostei. Quis saber quem era. Andava à procura de alguém da área…
  • Nessa altura, o jornalista sansão coelho e eu estávamos implicados na organização da gala dos pequenos cantores da figueira da foz.
  • Aí, Sansão disse-me:

– E se arranjasse um corozinho de crianças em fundo, aqui para esta gala, ficava lindo?

– Com certeza. Vou me encarregar disso, já – respondi entusiasmada, pulsando o coração mais forte…

  • Dentro de mim há muito, acalentava sonho de fundar algo para jovens e crianças, devido à situação particular que acontecera antes com a minha filha.
  • Partia do nada. Cheia de força. Certezas. Coragem e confiante, enfrentando o que viesse, vencendo sempre, para alcançar o meu objetivo!
  • Idealizava isso, dia e noite!
  • Como por milagre, tudo ia aparecendo!
  • 52 lindas e maravilhosas crianças, uma modista em Ceira, que fez em labor contínuo, os fatinhos graciosos. Um local para o ensaio, em Coimbra.
  • E quem ensaiaria os meninos?

No início, falta tudo!

  • Teria de ser alguém da área artística, capacitado, implicado como nós, responsável, que embarcasse nessa grande aventura!
  • Na sincronicidade existencial, levada por um poder superior em quem confio, entrego e agradeço, antes de receber…
  • Nesta busca, descobrira o Maestro José Firmino, medida exata para este plano e outros seguintes que não pararam por ali, como veremos!
  • Próximo da gala, consegui um piano e transporte para o casino da figueira da foz!
  • Recordo com saudade e gratidão, todos os amigos/as, gente boa, contagiada pelo meu entusiasmo e entrega.
  • Acreditando no meu plano, prontamente responderam ao meu apelo, para poder avançar!
  • Crianças. Pais. Instituições (Turismo, Instituto da Juventude, Bombeiros Voluntários, Igreja Evangélica Baptista e outros que possa ter esquecido e peço perdão) disseram: presente!
  • Alguns já partiram deste plano:

– Recordo Doutor Pignatelli, Ministro-Adjunto dos Açores Tito Mackey, Ivo Matos Dias, Dr Jorge Monjardino e talvez outros amigos, cuja partida desconheço. Outros felizmente estão vivos para testemunhar o quanto unidos, vibrámos naquela altura, com um trabalho de alcance na vida de muito jovens – relacionamentos, carreiras escolhidas (Inês, Suzana, Luís Toscano) e casamentos aí nascidos.

  • Vencia-se uma lacuna na vida de muitos jovens e crianças, provocando mutações na personalidade, alcance pedagógico, cultura, enriquecimento pessoal (convívio, viagens, desvio de comportamentos preocupantes. Melhoria na disciplina, atenção, ordem, trabalho, autoestima conhecimento, entre outras vantagens.
  • Entre nós, apoiaram e testemunham estes e muitos outros factos, o dedicado jornalista Sansão Coelho, apadrinhando este Coro desde o começo, Lino Vinhal publicitando, no Diário de Coimbra, o avanço desta minha motivação e aventura, General Rocha Vieira, Manuel Norte, Jurista Amaro Jorge, colega Jorge Simões Dias, Dr.ª Maria de Deus Pimenta e esposo, Maestro e compositor Pierre e Anick Bergerault, Dr. Alberto João Jardim, arquiteta Aranha, Manuela Clérigo, Manuela Jardim, Margarida Carvalho, casal Palhares, Dr.ª Isabel Dias, Vasco da Gama, Eduardo Guia, Isabel Lebre, Maria dos Anjos Trincão, violinista Rodrigo Queirós, Jaime Carlos Marta Soares, António Costa (Turismo), jurista e pintora Drª Maria Manuel Neves e todos os pais e mães de boa vontade, colaboradores, que recordo com saudade e gratidão!
  • Quanto ao Maestro José Firmino (que nos deixou em 24 março p.p.) …
  • Bati a algumas portas, mas como o acaso não existe, em nenhuma houve eco…
  • Ao conhecer o maestro José Firmino um pouquinho hesitante, lá aceitou…
  • Sinto que entendeu, acolhendo e acrescentando a este meu sonho, as asas artísticas e o encanto que vivemos com o coro dos pequenos cantores de Coimbra, para ao qual nunca me poupei a esforços, como ele bem conhecia e confiava dando-lhe em cada momento, todas as condições necessárias na 1.ª fase e posteriormente, enquanto a dedicação e a sua alma arrancavam a beleza do seu mundo interior, que a todos encantou!
  • Foram muitos anos que trabalhámos juntos, sempre remando em uníssono.

(quando amamos o que fazemos, as dificuldades não nos preocupam, mas nos incentivam a trabalhar com ainda mais dedicação)

  • Sendo o Maestro, o único que recebia contribuição monetária, no início, nada avultada, além das suas muitas alegrias, nunca desistiu!
  • A transição do ato isolado da Gala da Figueira da Foz para a fundação do Coro, como aconteceu?
  • Satisfeita e feliz pelo êxito, pensei:
  • Ou fico sempre com esta empresa em minhas mãos ou parto para a eternidade deste coro, que desejo que nunca morra!
  • Reuni estatutos de empresas semelhantes.
  • Procurei um jurista. Elaborámos estatutos.
  • Convidei um grupo de amigos/as.
  • Marquei escritura de fundação do coro que se realizou em 28 de outubro de 1982, publicada no diário da república, n. º278, 111 série, página 16771).
  • E eis um grupo legalizado pronto a receber ajudas estatais e outras colaborações legais!
  • Nascia assim, o meu terceiro filho:
  • O Coro dos Pequenos Cantores de Coimbra, único no país, no momento!
  • E foi muito longe, também com muito e justo brilho, devido à alma do seu Maestro José Firmino e a todas as condições necessárias sempre presentes!
  • Uma explosão de beleza através do mundo e de quem tinha sensibilidade para o acolher.
  • Dr. Manuel Machado e Maria Barroso, esposa do Presidente da República, nos honraram com sua presença e outros ilustres amigos…
  • Viagens. Intercâmbios com estrangeiro, convites de Câmaras do nosso país (continental e insular) e outros espetáculos por este mundo fora aconteciam.
  • De seguida, consegui elevar o coro a entidade de utilidade pública.
  • Junho 1995 – na minha jornada da vida profissional, depois de cumpridas tarefas no ministério, durante 10 anos, representar Portugal em Paris, num projeto “dimensão europeia em educação”, ao desempenhar funções, como assistente convidada, na Universidade de Coimbra, por sobrecarga de duas missões importantes, expressei ao querido Maestro José Firmino a minha decisão e sai.
  • Mas o meu coração ficou sempre com este coro a quem devotei e servi 13 anos do melhor tempo da minha vida e que tanto me fez estremecer ao longo do tempo!
  • … e como disse, com 14 anos a alguém (…) meu filho, Pedro:
  • “o que a minha mãe fez, está feito! ”
  • Gosto de escrever na alma de quem defende a verdade e tem sensibilidade para ir sempre mais além…
  • Só eles sentem e compreendem o que sempre digo e ou escrevo…
  • Gratidão a esses especialmente!

O trabalho que nos deixa bem é aquele que realizamos por amor e paixão.


  • Diretora: Lina Maria Vinhal

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