18 de Abril de 2024 | Coimbra
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Convento São Francisco quer destacar-se no panorama nacional da cultura

9 de Dezembro 2022

A programação para o primeiro semestre do próximo ano do Convento São Francisco (CSF) de Coimbra já é conhecida. A apresentação teve lugar esta segunda-feira (5), na Sala D. Afonso Henriques, numa sessão que contou com a presença de várias entidades, agentes culturais, músicos, entre outros.

Com olhos postos em 2023, José Manuel Silva afirma que “este será um momento de viragem no Convento, com uma nova programação e novos objetivos”. O autarca acrescentou ainda que a vontade passa por “se ser mais eclético”. É desta forma que José Manuel Silva vinca ser possível “afirmar este equipamento fantástico”, reforçando que é intenção do Município “que o Convento seja uma referência no panorama cultural e corporativo”. O edil municipal aproveitou ainda a oportunidade para recordar que “o CSF é a maior sala de espetáculos nacional de uma autarquia, gerida pela mesma”. Paulo Pires, responsável pelo programa cultural do espaço, afirma que “há um forte objetivo de tornar este espaço mais poroso e mais permeável às dinâmicas culturais da cidade e da região”. Nas suas palavras, para o próximo ano serão vários os eixos estratégicos adotados para alavancar o Convento, nomeadamente no âmbito da cidadania ativa, no campo da inclusão e na educação. Neste sentido, a vereadora Ana Cortez Vaz ressalvou que “a cultura e a educação devem ser duas faces da mesma moeda”.

Da programação, no plano musical, pode destacar-se a continuidade do Ciclo “Saudades do Brasil em Coimbra”, com a presença de Adriana Calcanhotto, Seu Jorge e Daniel Jobim ou Criolo, bem como as estreias nacionais de discos de Carolina Deslandes, Jorge Palma ou The Black Mamba. Ao palco do Grande Auditório vão também subir nomes como Camané, Ricardo Ribeiro e António Zambujo, acompanhados pela Orquestra Clássica do Centro. Márcia, Rui Veloso e Pedro Abrunhosa com o Grupo Coral e Etnográfico dos Camponeses de Pias ou Aruán Ortiz Trio são outros dos nomes que vão passar por Coimbra neste primeiro semestre. Também nesta área, o Convento São Francisco estreia o ciclo “Carta Branca a…”, em que desafia músicos da cidade para a realização de concertos, com os convites deste semestre a serem lançados à jovem cantora Leonor Quinteiro e ao pianista Filipe Gouveia Melo.

O teatro vai também ganhar mais espaço no CSF, destacando-se o acolhimento de produções do Teatro Nacional de S. Carlos e do Teatro Nacional D. Maria II, assim como de Ricardo Neves. Na dança, “área em que se pretende apostar mais significativamente”, realça-se o já “familiar” Festival Abril Dança em Coimbra, a nova criação de Olga Roriz e a estreia em Coimbra da companhia Quorum Ballet. Uma das novidades é o Festival Política que Coimbra vai acolher pela primeira vez no segundo semestre, mas que vai contar com um ‘warm up’ em fevereiro, com a presença de Dino D’Santiago, Tiago Pereira e de Hugo Van Der Ding ou ainda para o projeto “Mil Pássaros” que vai abranger o universo pré-escolar da rede pública do concelho na área da arte para a infância.

Durante a apresentação da programação, o diretor do Jazz ao Centro Clube (JACC), José Miguel Pereira, notou que “há coisas que mudam e que tão bem mudam”, destacando uma “energia nova” trazida por Paulo Pires e a nova equipa do Departamento da Cultura de Coimbra.

 


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