14 de Outubro de 2019 | Coimbra
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Coimbra procura apoio europeu para regeneração urbana

13 de Setembro 2019

A Câmara de Coimbra vai avançar com uma candidatura de promoção da regeneração urbana ao programa Horizonte, que prevê um investimento de cerca de 120.000 euros. Aprovada por unanimidade, na reunião do executivo de segunda feira, esta candidatura foi concebida pelo Município em parceria com o Instituto Pedro Nunes (IPN), Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra e um consórcio de autarquias, incubadoras e universidades europeias.

Formalizado no âmbito do Connecting Culture, projeto de regeneração dos centros históricos das cidades, este projeto contempla, segundo a autarquia, um conjunto de ações de regeneração urbana em Coimbra, num investimento global de 119.303 euros, comparticipado a 100 por cento.

“O objetivo do Connecting Culture passa, pois, por transformar os centros históricos das cidades em centros de empreendedorismo, criatividade e inovação, criando novos estilos de vida e locais de integração sociocultural, através do desenvolvimento de setores criativos, tecnologias digitais, economias de partilha e inovação social”, refere a autarquia.

A proposta já tinha sido analisada em reunião da Câmara, em fevereiro, quando o IPN dirigiu um convite “para integrar o consórcio constituído por incubadoras, autarquias e universidades europeias”, liderado pelo Trinity College de Dublin, na Irlanda.

Inicialmente designado Culturvation, o projeto Connecting tem uma dotação de 77 milhões de euros para apoiar a inovação em cidades da União Europeia, entre 2014 e 2020, segundo explica a Câmara de Coimbra.

O consórcio europeu é constituído por parceiros da Irlanda, Portugal, Geórgia, Reino Unido, Espanha, Polónia, Roménia, Itália, Bélgica, Suécia e Bielorrússia.

“O consórcio regional, composto pela Câmara Municipal de Coimbra, IPN e CES, concluiu agora a proposta final de candidatura, já com todas as ações aprovadas e a respetiva necessidade de recursos humanos afetos ao projeto”, informa o Município.

De acordo com o documento divulgado pela Câmara, o projeto da União Europeia “procura reverter a tendência de abandono do património histórico; criar novas e comprovadas soluções para a regeneração social e económica dos centros históricos europeus, com enfoque no bem-estar, na qualidade de vida, na coesão social e na integração; impulsionar a inovação cultural, a criatividade, o empreendedorismo e a reindustrialização ligeira; e promover a colaboração entre setores, a criação de emprego em setores culturais e criativos e a inovação produtiva ligada aos centros históricos”. Incluirá “muitas e variadas ações”, desde “organização de tertúlias sobre a temática, à repescagem de projetos do Orçamento Participativo, passando pela promoção da marca Coimbra, sempre em alinhamento com a candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura 2027”.


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