17 de Novembro de 2019 | Coimbra
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Coimbra celebra 900 anos de Almedina

11 de Outubro 2019

Os 900 anos de Almedina vão ser comemorados ao longo de um ano. As celebrações começaram ontem, depois de ter sido realizada já, em maio último, uma grande ação de rua, na zona do Quebra Costas.

Promovidas pela União das Freguesias (UF) de Coimbra, as celebrações contam, como sublinhou o presidente da UF, João Francisco Campos, com o envolvimento dos vários agentes culturais que estão situados naquela zona histórica da cidade.

O programa integra um ciclo de conferências que vai decorrer, ao longo deste mês, na UF de Coimbra – Delegação de Almedina. Durante a apresentação da programação, que decorreu anteontem, naquela Delegação, o autarca sublinhou que este evento pretende “celebrar todo o território de Almedina”, convidando todos a “participar e aprender mais sobre as vivências e história” desta área da cidade.

A arquiteta Isabel Anjinho enalteceu a diversidade de temas a abordar, como “história, arquitetura, arqueologia, figuras e vivências”, temáticas que vão trazer para este ciclo não só especialistas como também os próprios moradores. Adiantou, ainda, que o programa vai homenagear “três figuras ao longo do ano” muito ligadas a este território – D. Sesnando, Santa Comba (a única Santa originária de Coimbra) e D. Pedro (primeiro duque de Coimbra).

O historiador João Pinho apresentou o documento que comprova a origem do território como Almedina e que “suporta estas comemorações”. Recordou que o documento se encontrava na Torre do Tombo, não tendo sido fácil localizá-lo. Trata-se de um pergaminho redigido em latim, de 29 de outubro de 1119, “um documento muito importante sobre a história da cidade e sobre a fundação da freguesia”.

Com entrada gratuita, o ciclo de conferências sobre Almedina abriu ontem, com uma sessão dedicada à História. Continua na terça feira, às 15h00, com o tema “História/Arte/Arquitetura de Almedina”. “A representação documental da Almedina de Coimbra entre os séculos XII e XIV”, por Leontina Ventura; “A intervenção na Sé Velha levada a cabo por António Augusto Gonçalves (um homem da Alta) com os ‘alunos’ da Escola Livre”, por Regina Anacleto; “Arte do azulejo e do ferro em Almedina”, por Raul Moura Mendes; e “Registos filatélicos de Almedina”, por João Paulo Simões, são as temáticas a abordar nessa tarde.

O programa continua na quinta feira (dia 17), também às 15h00, com uma sessão dedicada à “Arqueologia de Almedina”. Abre com um debate sobre “A Arqueologia e a Alma da Almedina: 900 anos de História/900 anos de estórias”, por Sérgio Madeira; e continua com as apresentações dos temas “Uma campanha georadar na Casa dos Alpoins”, por Susana Temudo; “O fosso de Almedina”, por Andréa Oliveira; e “Uma campanha no pátio das Escolas”, por Sónia Filipe.

A sessão do dia 22 vai abordar “Figuras de Almedina”, num programa que abre com o tema “Infante D. Pedro, primeiro Duque de Coimbra”, por António Horta Pinto. Continua com “Luís Vaz de Camões: os anos de Coimbra”, por Mário Torres, e “Escritores/poetas de Almedina”, por Alexandre Valinho Gigas.

No dia 22 vai falar-se sobre “Vivências de Almedina”. Ana Maria Bandeira vai apresentar “Maria Coutinho, moradora na Rua das fangas: uma mulher impressora no séc. XVII”, Carlos Dias vai falar sobre “Os Salatinas”, Rodrigues Costa sobre “Memórias de um Salatina” e Júlio Ramos, Sandra Freire e Teresa Freire sobre “Testemunhos de Chibatas”.

Na última sessão, marcada para 29 de outubro, vai ser apresentada a “Construção do 3D da Coimbra Medieval”, por Isabel Anjinho e Rúben Vilas Boas, projeto que dá a conhecer a cidade de outrora e a sua evolução. Nesse dia, decorrerão muitas outras iniciativas. O programa vai abrir, ao início da manhã, ao som do toque dos sinos das cinco igrejas que existiam naquele território há 900 anos – S. Cristóvão e S. Pedro (que já não existem), Sé Velha, S. João de Almedina e S. Salvador. Seguem-se, ao longo do dia, diversas recriações que remontam para as vivências da cidade antiga, com os pregões e os vendedores a surpreenderem a população e os visitantes.

Este será apenas o mês do arranque das celebrações, que se prolongam até outubro de 2020 com muitas mais atividades que convidam a celebrar este território.


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