23 de Junho de 2021 | Coimbra
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CIM Região de Coimbra define prioridades de investimento

20 de Setembro 2018

O Conselho Intermunicipal (CI) da CIM Região de Coimbra analisou, na passada quinta feira, o Plano Nacional de Investimentos 2030, alinhado com os objetivos definidos para o Portugal 2030, com incidência na mobilidade e nos transportes, ambiente, energia, entre outras.

Desta reflexão e discussão concertada, resultou um documento, aprovado por unanimidade, que elenca os investimentos considerados relevantes para integrar o PNI 2030, alinhados com os objetivos do Portugal 2030 e que será submetido no âmbito do processo de auscultação pública, com conhecimento à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC) e ao ministro do Planeamento e Infraestruturas, a quem a CIM Região de Coimbra solicitará uma reunião.

Em análise esteve o plano que definirá os investimentos estratégicos para a próxima década e que o Conselho Intermunicipal considera de “inegável importância para a Região de Coimbra”.

Na mobilidade e transportes, reafirma a importância da construção e requalificação das vias rodoviárias estruturantes para o seu território, bem como a modernização das ligações ferroviárias, de mobilidade urbana e logística, sem esquecer mecanismos para apoio às vias municipais, agrícolas e florestais.

No processo de modernização das infraestruturas existentes na Região de Coimbra, preconiza, também, a melhoria do sistema portuário, ampliação das vias cicláveis e a requalificação de equipamentos culturais, estabelecendo como metas para a energia e adaptação às alterações climáticas a implementação de medidas que promovam a utilização da energia solar para autoconsumo, reforço das aposta nas centrais de biomassa para a produção de energia, prevenção da erosão costeira, melhoria da eficácia no tratamento dos resíduos, valorização dos recursos hídricos e aquisição de veículos elétricos pelos serviços municipais.

A concretização de um programa operacional para os territórios de baixa densidade, o financiamento das políticas de ordenamento do território florestal e o reforço e valorização do apoio às escolas profissionais são também áreas que o Conselho Intermunicipal considera essenciais para o combate ao fenómeno da desertificação, sendo necessária também a melhoria das infraestruturas de apoio à saúde e o apoio ao envelhecimento ativo e saudável da população.

Vespa velutina exige medidas

No mesmo encontro, o CI da CIM Região de Coimbra debateu também a questão da vespa velutina, reclamando “a criação imediata de mecanismos de combate”. Nesse sentido, vai solicitar ao ministério da Agricultura medidas concretas para o combate à praga da vespa velutina, alertando para a necessidade da existência de uma estratégia eficaz na vigilância, prevenção e controlo desta espécie asiática.

“O problema da vespa velutina (ou vespa asiática) coloca em causa a segurança da população, afeta a biodiversidade, agricultura, ambiente e florestas, com consequências nefastas particularmente na apicultura, em que se regista a destruição de colmeias em vários locais, o que coloca em causa uma atividade relevante para o tecido económico da Região de Coimbra”, refere a CIM em nota divulgada.

Desde que foi designada espécie invasora, em 2014, é reconhecido que todas as medidas de combate à praga foram ineficazes dando já uma ideia da complexidade exigida para conseguir resultados positivos. A vespa velutina tem sido avistada em muitas regiões do país, apesar das tentativas de controlo dos últimos dois anos. A CIM alerta para os perigos que provoca, tratando-se de “uma espécie carnívora e predadora das abelhas”, mas que exige também atenção especial no que toca à saúde pública já que, embora não sendo mais agressiva do que a espécie europeia, estas vespas reagem de modo muito agressivo ao sentirem os ninhos ameaçados.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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