2 de Dezembro de 2021 | Coimbra
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Campanha assegura medicamentos a portugueses carenciados

15 de Fevereiro 2019

“Dê troco a quem precisa”, campanha que visa assegurar que não faltem medicamentos à população carenciada, vai regressar de 20 a 28 de maio às farmácias aderentes, convidando os portugueses a doar o troco das compras efetuadas ao Fundo Solidário abem, valor que reverterá, na íntegra, para a aquisição de medicamentos para os beneficiários da rede.

Promovida pela Associação Dignitude, esta campanha permitiu assegurar, em dezembro, medicamentos a mais de 474 portugueses carenciados durante um ano, ao abrigo do Programa abem. A campanha decorreu de 17 a 25 de dezembro e gerou mais de 47.000 euros, num total de 65.894 donativos.

“Estamos gratos à solidariedade dos portugueses e ao sucesso que a campanha registou. Esperamos continuar a contar com a adesão da população este ano, de forma a apoiarmos cada vez mais pessoas”, realça Maria de Belém Roseira, uma das fundadoras da Associação Dignitude.

A Associação Dignitude nasceu e estabeleceu-se em Coimbra, em 2015, como uma instituição particular de solidariedade social visando o desenvolvimento de programas solidários que promovam a qualidade de vida e o bem estar dos portugueses. O abem foi o primeiro programa promovido pela instituição e tem o objetivo de permitir o acesso aos medicamentos prescritos a quem não tem capacidade financeira para os comprar, cobrindo assim, no receituário, o valor não comparticipado pelo Estado.

Recorde-se que este é um programa nacional, que está em todos os distritos e regiões autónomas, tendo apoiado já 7.235 beneficiários de 3.815 famílias, dos quais 15 por cento são crianças. Qualquer pessoa em situação de carência pode ser referenciada ao programa pelas entidades locais, sendo-lhe atribuído o cartão abem, podendo assim adquirir os medicamentes comparticipados que lhe forem receitados.

A Associação Dignitude assume-se como uma resposta inovadora à questão social, agregando de uma forma inspiradora os setores da saúde, social, empresarial e a sociedade civil. De acordo com os dados divulgados pela instituição, 22,8 por cento dos portugueses não compram os medicamentos que lhes são prescritos por dificuldades económicas. Verifica-se, também, que todos os dias há cidadãos que pedem ao farmacêutico para lhes dizer qual o medicamento prioritário porque não têm dinheiro para cumprir toda a prescrição, havendo doentes crónicos que não cumprem a terapêutica prescrita pelo médico por razões meramente económicas.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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