27 de Outubro de 2021 | Coimbra
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Câmara de Coimbra volta a reforçar apoios à economia local

2 de Julho 2021

A Câmara Municipal de Coimbra vai prolongar as medidas extraordinárias de apoio à economia local, aos comerciantes do Mercado Municipal D. Pedro V e à cultura, de forma atenuar os impactos negativos provocados pela pandemia.

Esta medida, prorrogada por mais três meses – de julho a setembro – e aprovada pelo Executivo na reunião de segunda feira, tem em conta o arrastar da situação pandémica, que tem trazido fortes constrangimentos à vida social, cultural e económica da cidade.

“Quando parecia que a pandemia da covid-19 estava a ir embora assistimos a um retrocesso com as novas variantes”, disse a vereadora Regina Bento, responsável pelo pelouro da Contabilidade e Finanças, justificando a prorrogação dos apoios para o terceiro trimestre. A autarca salientou o “relevante interesse público” para manter as medidas, que já custaram cerca de 600 mil euros aos cofres municipais, mas que “são adequadas e proporcionais” face à situação económica provocada pela pandemia.

Assim, até final de setembro, a Câmara vai manter a isenção do pagamento de rendas devidas pelos estabelecimentos comerciais instalados em edifícios e espaços municipais que se encontrem arrendados ou concessionados, e das taxas municipais aos pequenos comerciantes locais e produtores agrícolas que desenvolvem a sua atividade no Mercado Municipal D. Pedro V.

Vai prorrogar também a isenção do pagamento de taxas por ocupação do espaço público e de alargamento da área de esplanadas de apoio aos estabelecimentos.

São estendidas também as medidas excecionais adotadas para a retoma de atividades e hábitos culturais no Convento São Francisco e para apoio a artistas de Coimbra, neste caso até ao final do ano, tendo em consideração a manutenção de limitações na lotação das salas de espetáculos, de exibição de filmes cinematográficos e similares.

Outra das medidas passa por manter a redução do preço dos espaços do grande auditório e da antiga igreja do Convento São Francisco, sendo o valor calculado mediante as limitações de lotação definidas pelas orientações da Direção-Geral de Saúde e pelo Governo.

Estas são, então, algumas das diversas medidas adotadas pelo Executivo para impulsionar a economia local, a cultura e a vida em comunidade, tão afetada pelo curso da pandemia. Recorde-se que, ainda recentemente, a autarquia disponibilizou mais de um milhão de euros para alargar as medidas extraordinárias de apoio às famílias, associações e economia local penalizadas pela covid-19. Metade desse valor destinou-se à segunda fase do programa de apoio às famílias afetadas pela pandemia e ao comércio local, designado de Coimbra Apoia, enquanto os restantes 500 mil euros reforçaram o Fundo Municipal de Emergência e, precisamente, ao alargamento e isenção de esplanadas, de taxas de rendas e concessões municipais de espaços comerciais, de taxas aos comerciantes do Mercado D. Pedro V, e ao adiantamento de 25 por cento do valor médio dos subsídios concedidos às associações do concelho, entre outras.

Até ao final de 2020, a autarquia de Coimbra terá executado, segundo o Executivo, 3,62 milhões de euros do Programa Municipal de Estabilização Económica e Social, lançado em julho de 2020, que abrangeu a ação social, programa cultural, educação, saúde, fornecimento de água e transportes públicos.


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