24 de Setembro de 2021 | Coimbra
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Câmara de Coimbra avança com requalificação do Mercado Municipal

31 de Março 2020

O Mercado Municipal D. Pedro V, na Baixa de Coimbra, vai ser requalificado e modernizado. A obra, que representa um investimento de 1,5 milhões de euros, foi ontem (30 de março) consignada e representa, como sublinhou o presidente da Câmara, Manuel Machado, “uma mensagem de esperança” para a cidade, ao mesmo tempo que dá um “sinal positivo à atividade económica”.

O projeto visa modernizar e adaptar o Mercado a novas dinâmicas de funcionamento, nomeadamente através da criação de uma praça de restauração e de um miradouro. A autarquia salvaguarda que a realização da obra vai cumprir “todas as recomendações de afastamento social indicadas pelas autoridades de saúde”, tendo em conta a pandemia da Covid-19.

“Apesar das contingências do estado de emergência em que estamos, queremos acelerar ao máximo as empreitadas que têm fundos comunitários, pois quanto mais depressa isso for feito, mais depressa este financiamento entra na economia das empresas e na nossa atividade do dia-a-dia”, salientou Manuel Machado.

O autarca deixou uma mensagem de esperança à cidade, para que “possam sentir que não desistimos de lutar para viver, bem e com liberdade”, pois “queremos demonstrar que temos a certeza de que vai haver vida para além do vírus”. “Por isso estamos a fazer este ato de lançamento de algo que será duradouro, que vai durar muito mais do que o tempo crítico que estamos a viver. Precisamos de conjugar energia, meios humanos, materiais e financeiros para que as cidades não definhem intimidadas pelo medo que, naturalmente, o vírus provoca”, concluiu o autarca.

A obra representa um investimento de 1.557.983,60 euros, que terá financiamento do Portugal 2020. Os trabalhos foram entregues à empresa Veiga Lopes, SA, vencedora do concurso público.

Com esta requalificação, a autarquia de Coimbra pretende implementar novas dinâmicas de funcionamento no Mercado, como a instalação de fornecedores de refeições e a criação de uma zona central comum com mesas, a praça de restauração. Nesta zona, está prevista a criação de 12 espaços de serviço de refeições, mas na área central do primeiro piso também vão nascer outros espaços. Um que servirá de ponto de encontro (meeting point), outro vocacionado para pequenas feiras temáticas (Largo da Feira) e eventos de animação, e um outro dirigido aos produtores agrícolas, que prevê a criação de bancas amovíveis adaptáveis às diversas solicitações para vender no Mercado.

No andar superior da galeria do Mercado do Peixe está prevista a criação de um espaço de restauração individualizado, com entrada também a partir do estacionamento superior (o que lhe permitirá funcionar mesmo com o restante mercado fechado), apoiado com instalações sanitárias e uma cozinha de confeção, com entrada própria para cargas e descargas. A galeria superior será fechada com uma cortina predominantemente de vidro.

O Mercado vai ganhar, ainda, um “condomínio criativo” com três espaços amplos para lojas, ateliês e cowork; e um miradouro na antiga “casa dos frangos”, que vai constituir um espaço exterior aprazível, com esplanada, árvores e espaço relvado.

O projeto prevê ainda obras de manutenção, como a revisão geral da cobertura e das caleiras, a substituição das chapas das zonas de iluminação por chapas de policarbonato com melhor eficiência energética, a reparação de pavimentos degradados, pinturas interiores e exteriores de paredes e tetos, a revisão e reparação de portas e pequenas reparações diversas. A intervenção inclui, ainda, a substituição de lâmpadas por outras com melhor eficiência energética e do sistema de aquecimento existente por um novo que garantirá melhor conforto térmico e eficiência energética.

Recorde-se que, com o objetivo de ajudar a colmatar os impactos da pandemia de Covid-19 na economia local e na vida dos comerciantes locais e produtores agrícolas, a Câmara aprovou a isenção de taxas municipais de ocupação do Mercado Municipal D. Pedro V, tratando-se esta de “uma medida excecional”, que vigora durante os próximos três meses, sendo o valor da isenção de aproximadamente 18.000 euros.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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