18 de Abril de 2024 | Coimbra
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Cabeça-de-lista do PS – Ana Abrunhosa

23 de Fevereiro 2024

Ana Abrunhosa diz conhecer cada canto do distrito

 

“O Despertar” dá continuidade às edições publicadas anteriormente com as Entrevistas sobre os cabeças-de-lista dos partidos políticos para as legislativas de 2024 por Coimbra, igualmente publicada pelo “Campeão das Províncias” na íntegra da edição desta semana. Assim, publicamos hoje trechos da Entrevista da candidata do PS – Ana Abrunhosa.

 

Motivação para se candidatar

É uma obrigação! Obrigação cívica e moral! Encaro, deste modo, a minha missão na vida pública. Fiz toda a minha vida adulta em Coimbra, desde a Faculdade até ir para o Governo. Sou docente da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, onde dei aulas até ir para o Governo. O trabalho que fiz na região e no distrito, sobretudo nos largos anos na CCDR Centro e, depois, como ministra da Coesão Territorial, teve sempre um foco especial: o desenvolvimento deste território. Julgo que é de extrema importância e uma mais-valia conhecer cada canto do distrito. Sinto-me totalmente preparada para reivindicar e implementar o que os cidadãos de Coimbra mais anseiam e precisam.

 

Alta Velocidade

É do entendimento do PS que a construção da “Nova Estação de Coimbra” permite qualificar toda a zona envolvente à “Estação Velha” e as melhorias serão sentidas desde a Avenida Fernão de Magalhães até à Pedrulha, apresentando vantagens significativas nos impactos ambientais e rentabilizando as infraestruturas já existentes. A “Nova Estação de Coimbra” é um projeto estruturante, fundamental para o desenvolvimento sustentável da cidade e nevrálgico para a reconfiguração do nosso modelo de mobilidade urbana e regional. Trata-se de um projeto que afirma Coimbra como pólo dinamizador da região ao gerar uma nova centralidade intermodal capaz de conjugar comboios, MetroBus, SMTUC, autocarros, automóveis e bicicletas, de modo eficiente.

A Alta Velocidade e a nova Estação estarão intimamente relacionadas do ponto de vista funcional e toda a área afeta à Estação deve acomodar e acompanhar as mudanças, uma vez que obra desta magnitude não se poderá centrar só em Coimbra. Temos um distrito heterogéneo, que vai desde a serra ao mar. A sua diversidade é a sua riqueza. Desde a economia azul nos concelhos do litoral, passando pelo setor agroalimentar na região do Baixo Mondego, às “Ciências de Coimbra” e à economia verde no interior. Para alcançarmos a necessária coesão territorial no distrito é fundamental garantir que construímos a região metropolitana de Coimbra. É por isso que a integração da Alta Velocidade em Coimbra B é um marco para a cidade de Coimbra.

 

Habitação

Estamos a construir, como nunca, habitações públicas e residências estudantis para existir mais oferta pública. Os apoios à procura sem apoios à oferta apenas trarão mais especulação imobiliária. Há que aumentar a oferta de habitação. A CIM da região de Coimbra contratualizou com o Governo a construção de habitação social e a preços acessíveis, em todos os municípios e tem garantido o seu financiamento.

 

Saúde

… A ULS de Coimbra tem um orçamento de mil milhões de euros, serve 400 mil utentes e 21 concelhos. Contudo, está a adoptar uma política de autonomia das equipas locais em parceria com os municípios, um trabalho em rede que beneficiará do facto dos HUC serem um hospital universitário que concentra conhecimento que poderá ser partilhado na rede da ULS.

Considero, que para além do diagnóstico e das acções concretas, é fundamental decidir prioridades, neste caso específico o PS assume, claramente, priorizar a defesa e o reforço do SNS. Não há dogmas contra o privado, não queremos o privado mais fraco, queremos um SNS mais forte.

Há muito por fazer devido às duas realidades que referi, mas o caminho é valorizar os profissionais de saúde, as suas carreiras e salários, investir em infra-estruturas e equipamentos, como fizemos no Centro de Saúde da Fernão Magalhães, no restante distrito com edificados novos e remodelação das unidades de Saúde, bem como estamos a fazer com a nova Maternidade.

 

Olhar para o Interior

Foi o PS que considerou o Interior prioritário na definição de políticas públicas. Enquanto Governo criou o Ministério da Coesão Territorial e uma Secretaria de Estado, fora de Lisboa, dedicada à criação e à implementação do Programa de Valorização do Interior. Este programa já permitiu investimentos no valor de cerca de 8 mil milhões de euros nestes territórios. Foram criados mais de 34 mil postos de trabalho diretos.

 


  • Diretora: Lina Maria Vinhal

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