19 de Julho de 2019 | Coimbra
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SANSÃO COELHO

Bom dia, Coimbra… e um abraço de felicitações!

5 de Julho 2019

É importante saudar quem está a ser alvo de festas e em concreto a nossa COIMBRA que ontem assinalou o DIA DO MUNICÍPIO. A cidade proporciona uma boa qualidade de vida aos seus habitantes, mas isso não é suficiente para esfregar as mãos e pensarmos “que bom, está tudo feito”. Conheço a cidade em toda a sua extensão e posso dizer que também sei da existência de casas onde as dificuldades são muitas e a qualidade de vida é pouca; e até há bolsas de pobreza com um somatório substancial de dificuldades. O meu ilustre amigo DR. JAIME RAMOS tinha um projeto para acabar com os SEM-ABRIGO na cidade e tive o privilégio de participar numa reunião que promoveu para o efeito talvez há dois ou três anos. Na ocasião, foi ponto de partida que os SEM-ABRIGO, na maioria dos casos, refletem situações de dependência e de transtornos psicológicos que urge curar caso se pretenda conseguir a sua recuperação e inserção na vida ativa. COIMBRA caminha para apoiar (eliminando com ações de inclusão), na íntegra, os SEM-ABRIGO e este é um aspeto positivo porque por MELHORES CONDIÇÕES QUE SEJAM DADAS À NOSSA CIDADE E SEUS MORADORES NINGUÉM PODE BAIXAR OS BRAÇOS ENQUANTO HOUVER NEM QUE SEJA UM ou DOIS ou TREZENTOS “NECESSITADOS”. Este é um ponto-de-vista que nos deve nortear a todos para honrarmos a vida e a obra desenvolvida por DONA ISABEL DE ARAGÃO, a RAINHA SANTA, PADROEIRA DA NOSSA CIDADE. Este será um paradigma vanguardista e humanista irrecusável. A cidade tem muitas tertúlias o que sendo bom também, nalguns casos, é impeditivo de ações eficazes. Muitos dos tertulianos existentes nem sempre conseguem prestar um bom serviço por virem acompanhados de margens significativas de intolerância – é o que penso e quem me dera estar errado. COIMBRA tem muitos coimbrinhas, mas também abundam os… coimbrões. O tempo é de festa e vou ficar por aqui lançando o repto para que todos pensem numa COIMBRA QUE PRECISA DE TER TANTA AÇÃO COMO TEM DE TEORIA E DE TEÓRICOS.

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Por falar em ação: Estou perplexo com o facto de quase todas as forças políticas da cidade e os grandes protagonistas da urbe estarem a bater o pé e a reclamarem a CONSTRUÇÃO DA NOVA MATERNIDADE EM SÃO MARTINHO DO BISPO. Os Cidadãos Por Coimbra, por exemplo, falam na necessidade de haver estudos credíveis que não venham – digamos –, basear-se talvez em premissas erradas: volto a escrever que a NOVA MATERNIDADE TEM QUE IR PARA SÃO MARTINHO DO BISPO JUNTO AOS COVÕES E QUE O HOSPITAL DOS COVÕES TEM QUE VOLTAR A SER AUTÓNOMO E COM TODAS AS VALÊNCIAS QUE JÁ TEVE E TEM QUE VOLTAR A TER. Lisboa tem vários hospitais e o mesmo acontece no Porto. Por que razão, em Coimbra, forçaram à redução quando esta é a GRANDE CIDADE DA SAÚDE com Médicos de enorme prestígio?

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Às vezes a falta de consenso leva à rutura total de projetos. COIMBRA tem um parque fabuloso criado pelo saudoso e dinâmico PROFESSOR DOUTOR BISSAYA-BARRETO, o PORTUGAL DOS PEQUENITOS. Há alguns anos equacionou-se a construção da EUROPA DOS PEQUENITOS numa linha de compreensível extensão/complementaridade do que existe no Rossio de Santa Clara. Chegou a ser pensado para Aveiro ou foi noticiada essa possibilidade. Continuo a interrogar-me por que razão não é construída a EUROPA DOS PEQUENITOS em terrenos que fiquem perto da A14 e A17 provavelmente no concelho de Montemor-o-Velho ou no da Figueira da Foz? Aliás, Figueira e Coimbra foram duas cidades afetivamente ligadas a Bissaya-Barreto que se fosse vivo, seguramente, já teria mandado construir a EUROPA DOS PEQUENITOS reproduzindo os principais monumentos e habitações dos países europeus, com destaque, para os da UNIÃO EUROPEIA. Esta ideia do saudoso eng. VIEGAS DO NASCIMENTO FILHO não se pode perder.

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Ao abordar autoestradas lanço uma sugestão à BRISA: já estudaram a hipótese de as portagens na A14 serem só entre Montemor-o-Velho e Trouxemil? Estou convencido que caso fosse eliminado o troço de portagem entre Santa Eulália e Montemor, no acesso à EN 111, havia duas boas razões: Primeira: o trânsito que entra em Montemor chega a ser caótico e caso utilizasse aquela ínfima parcela de autoestrada tal deixava de ocorrer; Segunda: aquando do muito movimento os automobilistas que entrassem na A14 provenientes da Figueira talvez optassem por continuar na A14 no troço pago ao aperceberem-se de congestionamento na 111. Assim o número de viaturas a utilizar a A14 até Coimbra poderia aumentar com mais receitas a entrarem na Brisa. Um ex-presidente do Município de Montemor, Dr. JOSÉ MANUEL ANTUNES, chamou “aberração” a este pagamento no mini-troço entre Santa Eulália e Montemor. E é. Presumo que a Brisa para ganhar aqueles 45 cêntimos entre Santa Luzia e Montemor pode perder muitos euros.

Boas Festas, COIMBRA.


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