6 de Dezembro de 2022 | Coimbra
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Bilhetes a bordo e pré-comprados em Coimbra vão aumentar no próximo ano

18 de Novembro 2022

O Município de Coimbra aprovou na última reunião (14) o tarifário para o próximo ano dos Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC). A proposta prevê o aumento dos bilhetes a bordo em dez cêntimos, passando para 1,70 euros, e de cerca de três cêntimos por bilhete na compra de títulos pré-comprados. A proposta mantém o valor dos passes, tal como determinado pelo Governo, mas acompanha a atualização tarifária para os bilhetes adquiridos a bordo e aos pré-comprados em 6,11%.

Na sua intervenção antes de a proposta ser votada, a vereadora com o pelouro dos transportes, Ana Bastos, destacou que o custo do bilhete a bordo, que irá passar de 1,6 euros para 1,7 euros, continua abaixo do valor praticado em Lisboa e no Porto, que é de dois euros.

No caso dos títulos pré-comprados, que terão um aumento de três cêntimos por bilhete quando são comprados 11, o tarifário “é muito baixo comparativamente ao custo do passe ao contrário do que se passa noutras cidades”, mencionou.

Ana Bastos destacou que 10 títulos pré-comprados têm atualmente um custo de 0,58 euros por viagem, sendo necessário fazer “mais de 60 deslocações” nos SMTUC (quase três viagens por dia útil) para justificar o preço do passe, “o que é insensato”.

A vereadora do PS Regina Bento criticou a proposta, recordando que o anterior executivo, do qual fez parte, “nunca aumentou as tarifas da água” nem o preço dos transportes. “A insensibilidade social deste executivo é arrepiante”, protestou, considerando que, numa altura em que “Coimbra precisa que as pessoas andem de transporte público, até para aliviar o trânsito que se acumula na cidade devido às obras do Metro Mondego, o preço aumenta”.

Regina Bento questionou ainda o executivo se a atual política tarifária para os SMTUC vai permitir atrair utentes, considerando “politicamente inaceitável” a atual proposta num momento de crise.

O vereador da CDU Francisco Queirós também criticou o aumento do valor dos bilhetes pré-comprados e a bordo.

Em resposta, Ana Bastos vincou que, mesmo que o Governo não financiasse os passes, o seu preço seria mantido, considerando que esse é “uma resposta direta às necessidades” das pessoas. “O passe tem de ser competitivo em relação à compra individual”, defendeu, realçando ainda que o valor continua a estar “muito abaixo daquilo que deveria ser uma resposta equilibrada” para incentivar a compra do passe.

 


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