18 de Julho de 2024 | Coimbra
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SANSÃO COELHO

Atriz Maria Olguim: o país não a pode esquecer

11 de Dezembro 2020

Há 37 anos (completar-se-ão no próximo dia 1 de janeiro) que faleceu a atriz MARIA OLGUIM. Nasceu para o teatro na FIGUEIRA DA FOZ e naquela cidade-TEATRAL veio a falecer. Não obstante ter sido uma DAMA DE REFERÊNCIA no CINEMA e no TEATRO e até no início da RTP em peças e séries então transmitidas pela estação pública, MARIA OLGUIM experimentou dificuldades económicas no final da sua vida a qual daria um interessantíssimo filme. Começou como costureira e como costureira veio a falecer depois de algumas décadas como atriz de renome a integrar a Época de Oiro do Cinema Português. MARIA OLGUIM foi um caso notável de talento, de persistência, de desistência forçada e angustiada após ter participado em vários filmes, revistas e peças teatrais com enorme sucesso, apesar de não ter sido bafejada pelo marketing o que ainda hoje é visível. Às escondidas da prepotência paternal começou a fazer teatro amador na Naval 1.º de Maio e na Dez de Agosto. O pai, no entanto, rendeu-se à sua vocação. Foi para o Porto e aí recebeu um convite de Leitão de Barros para fazer cinema já depois do êxito que alcançava no teatro e na revista em concreto na TIRO AO ALVO. Inesperadamente substituiu, em apoteose, Cremilda de Oliveira, a cuja Companhia pertenceu tendo passado também pela Alves da Cunha e ainda trabalhou com Vasco Morgado. Foi homenageada em Lisboa como Grande Oficial da Ordem de Benemerência. Destaque para a sua participação em filmes como ALA-ARRIBA, COSTA DO CASTELO, A MENINA DA RÁDIO, CRIME DA ALDEIA VELHA com argumento de Bernardo Santareno e que está já na fase do CINEMA NOVO PORTUGUÊS, O TRIGO E O JOIO baseado na obra de Fernando Namora, MANHÃ SUBMERSA de Lauro António ainda no ativo, dentre quatro dezenas de títulos. Trabalhou com cineastas de várias nacionalidades que aplaudiram as suas qualidades. Mas a sua vida, além do palco, não foi fácil e a costureirinha da Figueira que nasceu em Castelo Branco em 1894 viria a falecer na terra que a seduziu para o Teatro em 1984 onde voltou à costura com proveta idade e com dificuldades económicas. Apesar de muitos êxitos o teatro não lhe pagou em vida. A Figueira jamais a esquecerá e está evocada na toponímia local na Quinta da Borleteira. Espera-se que o país seja mais reconhecido para MARIA OLGUIM. Acrescente-se que foi enfermeira na Primeira Guerra Mundial e que também teve de lidar com a PESTE DE 1918. De máscara. O ESPETÁCULO EM PORTUGAL NUNCA FOI RICO… POR BAIXO DAS MÁSCARAS NEM SEMPRE HÁ SORRISOS… EMBORA SE OIÇAM JUSTOS APLAUSOS.


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