20 de Outubro de 2021 | Coimbra
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MANUEL BONTEMPO

Apontamento

9 de Abril 2020

Vivemos por regra num mundo azedo e onde a corrupção tem um índice altíssimo no crime, dos mais altos de sempre.

O dinheiro ilegítimo, o suborno, a chantagem, as negociatas por baixo da mesa, o tráfico de influências, a posição social e política, favorece, certamente, o mal-estar criminal, não somente os agentes malfeitores de incapacidade mental mas, sobretudo, os inteligentes do crime, ou gente investida em altos cargos ou em profissões públicas, afinal uma fauna que desvia o património nacional desfalcando o Estado, a carteira de outro, do semelhante, numa ladroeira à solta, sem controlo.

Vive-se, em resumo, um período conturbado, de mal-estar em que o crime se escreve em todos os capítulos e com praticantes de alto quilate.

A virtude da justiça estabelece-se sobre uma relação do imediato, da honestidade em julgar, sem delongas, com relação de proximidade no tempo e no espaço, ou seja, pela instituição do Direito, não ferindo o lesado mas punindo o criminoso, no adágio latino: “Suum cuique tribuere”, a cada qual o que é seu.

O corrupto é, por regra, gente de vistas largas, trabalha a vítima com persistência e por normas psicológicas. Uns e outros são uns farsantes que usam a única alternativa subornar com o fenómeno inerente de lesar o Estado, as pessoas que vivem da sua conduta racionalmente fundamentada.

Há que castigar este dolo!


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