17 de Abril de 2024 | Coimbra
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Sansão Coelho

ANTIGOS COMBATENTES QUASE ESQUECIDOS

14 de Abril 2023

Há alguns dias o jornalista JORGE CASTILHO, a propósito do Dia do Antigo Combatente celebrado no passado domingo, dia 9, efetuou uma publicação nas redes sociais relativa aos apoios (modestos em meu entender) que são concedidos aos Antigos Combatentes, em concreto os que estiveram na Guerra Colonial. A escassos doze meses dos 50 anos do 25 de abril lamento que não haja celeridade e igualdade no tratamento dado aos Antigos Combatentes. Só há pouco o Governo efetivou os benefícios e muitos dos que podiam usufruir de algumas poucas regalias, como entradas gratuitas nos museus nacionais e eventuais descontos em transportes, não conseguem almejar estes apoios porque não dispõem de identificação da respetiva situação de Antigo Combatente. Há casos de alguns que reuniram condições/louvores para poderem frequentar estudos com isenção de propinas e houve discretos ou objetivos entraves de algumas Instituições académicas neste âmbito. O dito por não dito: não honrar uma promessa. Jamais desculparei os culpados da guerra em África que prejudicaram milhares de jovens: o regime de Salazar e Marcelo Caetano. É evidente que há situações tenebrosas de antigos militares que ficaram destroçados física e psiquicamente. Se estes merecem proficiente atenção e apoio, todos em geral, embora por certo dispensem agradecimentos de verbo erudito e panfletário, são credores de reconhecimento, homenagem, agradecimento e igualdade de tratamento. E de receberem, por igual, em tempo adequado, os títulos de identificação do estatuto obtido. Tal como na eficaz ação de um militar na Campanha hercúlea de vacinação dos portugueses contra a covid, seria adequada ação semelhante neste caso. E reparem: o atraso não é só da contemporaneidade. É UM ATRASO DE QUASE CINQUENTA ANOS. Lamentar é pouco.

 

INGLÊS? NÃO, OBRIGADO, SE HOUVER EM PORTUGUÊS

O DESPERTAR que estrelou como adotante do Novo Acordo Ortográfico parece estar agora a permitir subordinar-se, nesta matéria, à preferência de quem escreve, pelo menos num ou noutro caso por mais raro que seja. Numa área muito sensível e até contestada por doutas personalidades tenho realçado, nestas colunas, e em participações públicas, a postura de O DESPERTAR fidelíssima ao NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO. Espero que prossigam na defesa deste aspeto identitário no campo ortográfico. Na ocasião este facto até foi notícia em vários órgãos de comunicação social. Justificadamente.

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E já que abordo os média permitam-me manifestar a minha repugnância pelo uso e abuso de estrangeirismos. Primeiro as SIGLAS foram problemáticas quando não eram descodificadas. Agora, num cosmopolitismo que muitas vezes parece mais um exercício de saloiice, usa-se (USAR ainda vá que não vá), mas ABUSA-SE de ESTRANGEIRISMOS. No inglês, a internet e o facto da língua estar internacionalizada, podem justificar o abuso deste idioma. A mundialização, a democraticidade que também se deseja global, tal como a socialização, podem permitir alguma incursão numa espécie de babilónia linguística. ALGUMA. Contudo, sem que tal seja sinónimo de nacionalismo balofo, é urgente solicitar aos comunicadores, aos órgãos de Comunicação Social, às Figuras públicas que não distribuam com profusão os ESTRANGEIRISMOS, uma espécie de caixas-pretas que nos caem nos ouvidos e nos olhos no dia a dia como chuva forte a inundar o mundo português e lusófono dos falantes. É UM EXAGERO. As rádios e tvs precisam de cuidar do idioma luso. Se houver expressão ou tradução em português, podem no-la servir, por favor? Nem sempre esta babilónia linguística é compatível com a devida compreensão a nível da senioridade, da infância e até de alguns na adultícia. Por exemplo: os cantores estão no back-stage, não falam, estão em black-out, há um que está a fazer um back-up é o que tem o blazer vestido e até se observam as/os boxers, mas falei disso num brainstorming e no briefing desta manhã antes do brunch, mas não temos budget, é um case-study, mas ele vem de um casting e vi-o num dancing, mas tem um familiar designer e um irmão disc-jockey. Vamos ao drive-in pois amanhã tenho fitness embora seja um freelancer e colabore com uma boys-band de um amigo gay, é do hard-rock e comenta um antigo impeachement do presidente, tem know-how e conseguiu um merchandising bom devido a terem uma empresa em outsourcing, às vezes é só show-off parece o que se vê numa sitcom.  E agora sou vegan.

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– O senhor sabe dizer-me onde é a water closet?

– O quê?

– O WC, a casa de banho, a latrina…

– Ah. É para cagar? É ali ao fundo.

SALVEM AS REPÚBLICAS DE COIMBRA

A frase é tudo. É Coimbra. É vida académica. É história. É tradição. É identidade e associativismo. Vida comunitária. Companheirismo. Coimbra sempiterna: SALVEM AS REPÚBLICAS DE COIMBRA – é a nossa frase-apelo. Agora em defesa da RAPÓ-TAXO e da dos FANTASMAS. Todos unidos pela defesa das Repúblicas de Coimbra, pode ser?

 

 


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