13 de Maio de 2021 | Coimbra
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“AnoZero” espalha arte pela cidade de Coimbra

18 de Outubro 2019

Trinta e nove artistas, de várias partes do mundo, vão participar na “AnoZero – Bienal de Coimbra”, evento que vai espalhar a arte e a cultura por vários espaços da cidade de 2 de novembro a 29 de dezembro.

Com o tema “A Terceira Margem”, esta edição vai dar particular destaque aos artistas emergentes “ou que não tenham tido tantas oportunidades” e vai ocupar vários espaços da cidade, como o Convento de Santa Clara-a-Nova, o Edifício Chiado, a Sala da Cidade, as Galerias Avenida, os vários edifícios da Universidade de Coimbra (UC), o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), o espaço público e ainda, uma estreia este ano, o claustro do Jardim da Manga.

“Todos os anos pretendemos recentrar a atenção num espaço da cidade que esteja mais esquecido e, nesta edição, propomos um local icónico e menos dignificado que é a fonte do Jardim da Manga e que está a ser recuperado”, afirmou Carlos Antunes, diretor do CAPC.

Esta edição apoia-se em três pilares essenciais, desenvolvidos pelo curador geral Agnaldo Farias e pelos dois curadores-adjuntos, Lígia Afonso e Nuno de Brito Rocha: uma exposição, um programa de ativação/educativo e um livro.

A exposição será composta pelos trabalhos dos 39 artistas convidados, nacionais (alguns até de Coimbra) e internacionais, muitos bem conhecidos mundialmente, que vão mostrar na cidade projetos ligados às mais diversas áreas, como música, cinema, arquitetura, dança, visitas guiadas, conferências ou teatro. No total estão comissionadas 20 obras, que tiveram como base o tema desta edição.

Já o programa de ativação/educativo prende-se, essencialmente, com o trabalho que vai ser desenvolvido pelos alunos de mestrado em Estudos Curatoriais do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (UC), em colaboração com a ‘Esfera CAPC’. Neste caso, a ideia é “fortalecer o vínculo com a cidade, os seus moradores e a Universidade, oferecendo aos alunos formação em contexto e garantir-lhes pôr em prática, num ‘laboratório’ real os seus conhecimentos”, explica a organização da Bienal, da qual fazem parte o CACP, a UC, a Câmara Municipal e o Turismo do Centro de Portugal (TCP).

Quanto ao livro, será um “ensaio dos artistas participantes, especificamente criados para este formato”, contando também com textos de outros autores não participantes.

Na apresentação desta terceira edição, que decorreu anteontem, no Convento de Santa Clara-a-Nova, Delfim Leão, vice-reitor da UC, destacou “o processo ascensional da bienal, que mostra a união entre a cidade, a região e as entidades”.

A vereadora da Cultura, Carina Gomes, sublinhou que a bienal é “um claro exemplo da dimensão europeia e mundial onde Coimbra se quer posicionar, pelo menos, até 2027”, notando que esta é a “edição mais internacional de todas”.

Para Pedro Machado, presidente da TCP, este é “um dos projetos-âncora da candidatura do programa ‘Lugares Património Mundial do Centro’, que junta Coimbra, Tomar, Batalha e Alcobaça”. Considera que é “um projeto inovador e disruptivo, que provou já cumprir os objetivos de atrair públicos e proporcionar satisfação às comunidades, seja as residentes ou as que visitam”.

Para o curador Agnaldo Farias, esta bienal procura “o contacto com a comunidade” e, por isso, faz todo o sentido “dar vida a este Convento” e ter um projeto educativo “que tenha ressonância na comunidade”, fomentando “a produção artística, daí o contingente de jovens artistas menos conhecidos”.

Com um orçamento de 500.000, toda a programação da “AnoZero” tem entrada gratuita.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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