Esta terça-feira (31 de janeiro) foi o “dia 1” da nova Associação Comercial e Industrial de Coimbra (ACIC), que renasce da vontade dos órgãos sociais da Associação Empresarial da Região de Coimbra (NERC), em refundar a extinta ACIC, que este ano alcançaria 160 anos.
Dados os primeiros passos para a agora denominada NERC-ACIC – Conselho Empresarial da Região de Coimbra (CERC), o projeto é liderado por Victor Baptista, tendo por vices os antigos presidentes da ACIC, José da Costa, José Mariz, Maria Luísa Rodrigues, César Branquinho, José Espírito Santo e Horácio Pina Prata.
Durante a apresentação deste Conselho, que teve lugar no Hotel D. Luís, o presidente da NERC- ACIC – Conselho Empresarial da Região de Coimbra recordou que a voz da extinta ACIC “era ouvida nos variados fóruns nacionais”. “É o dia do arranque de um projeto ambicioso”, destacou Víctor Baptista, realçando a importância de Coimbra e dos seus empresários voltarem a ter “uma voz forte”.
O objetivo da refundação passa por promover o tecido empresarial da região de Coimbra. O presidente aponta um prazo de três meses para “apresentar resultados, com um plano de ação e programa para que Coimbra volte a ter uma voz forte, principalmente as suas empresas, num momento difícil como é aquele que se atravessa”. “Vamos tentar construir um futuro participado e recuperar e refundar o património da ACIC”, vincou.
Desta nova comissão fazem já parte cerca de 20 personalidades convidadas de diferentes áreas e mais de 200 empresas.
O presidente da NERC, Horácio Pina Prata, destacou que este “é um projeto para afirmar a região de Coimbra”. “Hoje é acima de tudo um dia ‘D’, que vai juntar 160 anos de história da ACIC”, reforçou.
Segundo o dirigente desta entidade, vai ser feito um plano de ação que envolva a sociedade civil, de forma a “potenciar a autoestima dos empresários”. Avança ainda que quem se quiser juntar pode fazê-lo. “Este movimento representa, sobretudo, a urgência de assumir uma nova dinâmica na defesa das empresas da região. Daí que o Conselho Empresarial da Região de Coimbra tenha as portas abertas para todos os comerciantes e empresários em geral de diferentes setores que se queiram juntar a nós”, salientou Horácio Pina Prata.
Francisco Assis, presidente do Conselho Económico e Social, considerou também que a região de Coimbra deve ter uma presença mais ativa na vida nacional, para que o país não viva apenas entre duas grandes áreas metropolitanas (Lisboa e Porto). “É também, para mim, um pouco misterioso que Coimbra não tenha uma intervenção maior na vida nacional”, admitiu ao salientar “que todas as políticas nacionais ganharão se a voz de Coimbra se fizer ouvir mais intensamente”.