17 de Junho de 2024 | Coimbra
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A Previdência ofereceu cinco toneladas de arroz ao Banco Alimentar de Coimbra

17 de Dezembro 2021

A Previdência Portuguesa entregou, anteontem, cinco toneladas de arroz carolino do Baixo Mondego ao Banco Alimentar de Coimbra. Com esta ação, designada “Previdência Solidária”, a associação mutualista estima que possam ser realizadas “cerca de 50 mil refeições, direcionadas a famílias em situações de carência económica e social”.

Estas cinco toneladas de arroz foram entregues nos armazéns de Cernache do Banco Alimentar de Coimbra, instituição que apoia cerca de 13 mil pessoas e que tem acordo com 68 instituições de solidariedade social do distrito, numa rede solidária que se estende a mais 49 instituições eventuais, incluindo o programa da Rede de Emergência Alimentar.

Com esta ação solidária, A Previdência procurou apoiar a comunidade mais desfavorecida. O presidente da associação, Martins de Oliveira, recordou que é tradição a instituição realizar todos os anos um jantar de Natal, revertendo as receitas sempre para instituições da região. Devido à pandemia, este evento foi adiado no ano passado e volta a não poder realizar-se agora. Contudo, A Previdência quer manter viva esta sua vertente solidária e de apoio à comunidade. No ano passado distribuiu 200 cabazes de Natal por seis instituições (três de Coimbra e três de Santa Maria da Feira) e este ano decidiu contemplar o Banco Alimentar de Coimbra com este donativo, que lhe vai permitir apoiar milhares de famílias que se encontram em situação de maior carência económica.

“Pretendemos, desta forma, apoiar as famílias e os produtores da região”, realçou Martins de Oliveira, explicando que o arroz carolino foi “adquirido diretamente à Cooperativa Agrícola de Montemor-o-Velho, que agrega os produtores”, sendo assim uma forma de ajudar os agricultores mas também de “promover este bem que é fundamental para a economia da região”.

Para o presidente do Banco Alimentar de Coimbra, Luís Serpa Oliva, este donativo chega no momento certo, uma vez que têm sido muitos os bens alimentares que têm saído do armazém por estes dias para a composição dos tradicionais cabazes de Natal.

Mas, neste caso dos donativos, todos os momentos são certos e estes dois anos foram um claro exemplo disso, com os pedidos de ajuda a aumentarem mas a subirem também os donativos da sociedade, tanto de particulares, como empresas.

“Durante este tempo da pandemia nunca fechámos um dia, continuámos sempre a fazer as distribuições”, explica, dando conta que tal só foi possível “graças à generosidade e solidariedade” das pessoas, das empresas e, também, da Rede de Emergência Alimentar. Assume que, neste tempo de pandemia, surgiram casos muito complicados, mesmo “muito aflitivos”, e congratula-se pelo facto de o Banco Alimentar ter conseguido assegurar sempre a necessária ajuda.

Luís Serpa Oliva lembra que foi retomada recentemente a “campanha saco”, que permitiu recolher 46,5 toneladas de alimentos nos vários estabelecimentos comerciais. Um número abaixo do habitual (cerca de 80 toneladas) mas com um significado enorme, já que marca o “arranque de um comboio que esteve parado dois anos”. Anuncia para maio nova campanha e espera que, nessa altura, haja condições para que possa decorrer em pleno.

Neste momento, de acordo com o presidente, o Banco Alimentar de Coimbra apoia 12.920 pessoas, através das instituições, já que “são elas que estão no terreno e que sabem do que é que as pessoas precisam”.


  • Diretora: Lina Maria Vinhal

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