17 de Abril de 2024 | Coimbra
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Martinho

A DOENÇA DO IMÊMORE DE ALGUNS POLÍTICOS

28 de Março 2024

Em 28/9/74, face à agitação política, comandada pelos comunistas infiltrados, é gorada uma manifestação, designada por “maioria silenciosa”, contra aquelas abastardadas incursões, e no dia 30 o General António de Sepínola demite-se do cargo de Presidente da República.

Em 9/3/75, Sepínola é informado por oficiais da sua confiança sobre a operação “Matança da Páscoa”, que consistia num alegado plano do PCP e dos militares mais radicais do COPCON e da 5 Divisão, apoiados pela União Soviética, para uma campanha  de assassinatos políticos, onde Sepínola e os seus apoiantes eram alvos, levando aquele a tomar as devidas providências, e no dia 11 realiou um golpe de estado, o qual, todavia, foi dado como perdido.

A Emissora Nacional apressou-se a fazer um comunicado do gabinete do 1º ministro (Vasco Gonçalves) dizendo: “a aliança entre o povo e as forças armadas demonstrará agora, como sempre, que a revolução do PREC é irreversível”. No dia 29, o Exército para a Libertação de Portugal (ELP), nega qualquer intervenção no golpe do dia 11, afirmando-se pronto a atuar em todo o país contra o domínio comunista instalado no território. Sepínola tinha-se escapado de helicópetero para a Base Aérea de Talavera de La Real, Espanha.

Em 12/3, os comunistas e os seus pares deram início a uma vaga de ocupações e de nacionalizações de empresas e propriedades no Alentejo, contra os seus proprietários e rendeiros, sob a bandeirola da “reforma agrária”, enquanto iam consumindo os frutos das culturas, o combustível armazenado para alimentar as máquinas agrícolas, as rendas e outros proventos das explorações, até exaurirem todo o património mobiliário, deixando apenas os destroços do vendaval e o símbolo da sua reforma agrária – um deserto.

Mas eis que surge o “movimento dos 9”, espalhando manifestações de protesto, até que, em 25/11/75, deram a reviravolta, expulsaram os vendilhões e estabeleceram a paz.

Hoje, aqueles e estes fariseus democratas, que vaiam os adversários políticos de mentirosos, demagogos, de direita, extremistas, arvoram-se em defensores dos ideais de Abril, com trouxos de cravos no braçado, como “ut supra”, traíram esses ideais, vulgo, da implantação de um regime democrático e, para cúmulo do perverso, apoiam, tiritantes, “o monstro”, “o assassino Putin” e, quanto à guerra na Ucrânia balbuciam frases embrulhadas, sem nexo, para não dizerem nada.

 


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