10 de Julho de 2026 | Coimbra
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Martinho

CRÍTICA MORDAZ ÀS NOVAS E PROGRESSISTAS AUTORIDADES PORTUGUESAS, DE 1975

10 de Julho 2026

Tivemos o ensejo de intercetar o texto do discurso do sr. Coronel Comando Paulo Júlio Lopes Pipa Amorim, proferido na Cerimónia de Homenagem N. aos Combatentes, no dia 10 de junho de 2025, em Belém, que alguém (anónimo), seu admirador, lhe deu a mais ampla publicidade nas redes sociais, e que rotulou de “corajoso e límpido, sem comparação possível com os discursos dos ingratos, mas modernos, Wookistas ( cultura Woke reportada a um ativismo social, focado na consciencialização e defesa da justiça racial, de género e de minorias), Marcelo R de Sousa e Lídia Jorge”

Com assumido interesse na perceção da substância do tema, lemo-lo e relemo-lo e aderimos por inteiro ao mesmo, e louvamos não só quem o popularizou como o seu autor, porque, de facto, é real e incisivo, atingindo o (de)feito daqueles “Heróis da Descolonização Exemplar”.

Achávamos útil transcrever algumas passagens do extenso discurso laudatório, por um lado e, assertivo, por outro, mas tal era uma reiteração e um soporífero para os leitores. Mesmo assim, operámos uma sinopse que não lhe adulterasse o sentido: “Enalteceu o papel determinante e fundamental das Associações de Combatentes … as quais têm desempenhado esse papel, sempre, onde e como os combatentes necessitam, constituindo-se, múltiplas vezes, perante a mudez Institucional, como o único respaldo e a voz da consciência pública na defesa da própria Instituição Militar”,“… com feridas no corpo e na alma, após o regresso de uma guerra a que foram chamados, se viram estigmatizados e quase ostracizados pela sua condição de combatentese não deixa de ser irónico que, perante figuras do Estado, aqueles que faltaram ao chamamento da Pátria tenham sido reabilitados, legitimados e até mesmo enaltecidos e condecorados pelas boleias e pelos contorcionismos dos ciclos políticos,

(cremos estar a referir-se, principalmente, aos terroristas e assassinos Henrique Galvão e a Camilo Mortágua, este condecorado por Jorge Sampaio, em 9/6/2005, de Grande Oficial da Ordem da Liberdade e, “post mortem”, por Marcelo Rebelo de Sousa, que formulou sentimentos de pesar à família Mortágua, pela sua morte, com elogios à sua profissão de antifascista, lutador pela liberdade, de defensor de causas), e aqueles que, como vós, não traíram nem desertaram, tenham sido um anátema para setores obscuros da nossa sociedade”.

“Em 1975, as novas e “progressistas” autoridades portuguesas (entre as quais, Vasco Lourenço, Álvaro Cunhal, Mário Soares e Melo Antunes, que aqui inserimos), abordaram o problema ultramarino com um critério de grande e cristalina simplicidade, baseado na cor da pele: África era para os negros e Portugal para os brancos. Assim, por força do Decreto-Lei 308/75, que eles assinaram, todos os Portugueses residentes nas Províncias Ultramarinas que não eram de ascendência europeia, nomeadamente os combatentes de origem africana que, como cidadãos nacionais, tinham servido nas Forças Armadas, perderam, automaticamente, a nacionalidade portuguesa, sem qualquer direito de opção”. Esta altíssima decisão daqueles progressistas é digna de figurar na sede dos seus partidos, para honra e glória dos revolucionários seus seguidores, acrescentamos nós.

As afrontas evocadas no discurso e aqui afloradas no que concerne ao expatriamento dos combatentes nacionais, que não eram de ascendência europeia; e também os combatentes continentais portugueses não mereceram o culto devido, tornando-se indignas e injustas de um país que se arroga de civilizado, humanista, democrático e, ao mesmo tempo, ingrato para com os seus heróis combatentes na defesa dos territórios daquelas ex-províncias ultramarina.

E, por um critério antagónico e inqualificável, aqueles cobardes que desertaram, foram reabilitados, legitimados pelo 25 de Abril, e até condecorados pelos P.R. populistas, sem o mínimo tino do cargo que assumiram, com a agravante de não se terem regenerado perante o pacifismo de obtenção da nacionalidade portuguesa de ignotos imigrantes.

Portanto, fomos e somos vassalos, desde há décadas, de uma heteria de interesseiros, insensíveis à miséria que os rodeia, em nome de uma democracia, exclusivamente, pessoal. O sublinhado é nosso.

(Cfr. o Facebook)


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