A Câmara Municipal de Coimbra vai instalar mais 38 novas câmaras de videovigilância, que se somarão às 17 já existentes, um investimento de cerca de 350 mil euros com conclusão prevista para outubro.
As novas unidades serão distribuídas por pontos estratégicos da Baixa, como a Rua da Sofia e o Terreiro da Erva, estendendo-se também ao Parque Verde.
Durante a cerimónia de consignação, a presidente do município, Ana Abrunhosa, revelou a intenção de iniciar uma nova fase de expansão do sistema ainda no atual mandato, abrangendo zonas da Alta e da Baixa já sinalizadas pela PSP.
A autarca sublinhou que esta aposta não decorre de um aumento da criminalidade, mas sim da necessidade de combater o sentimento de insegurança e valorizar zonas urbanas degradadas para atrair investimento. Ana Abrunhosa destacou que o sistema, que respeita estritamente a privacidade ao não incluir captação de som ou reconhecimento facial, terá utilidades transversais, como a monitorização da deposição ilegal de resíduos e a realização de estudos de mobilidade. Para a presidente, a videovigilância é uma ferramenta de “confiança” para residentes e visitantes, inserida numa estratégia mais ampla de requalificação do espaço público.
Apesar do reforço tecnológico, o executivo municipal e o comando da PSP de Coimbra concordam que as câmaras não resolvem todos os problemas de forma isolada.
Ana Abrunhosa defendeu que a vigilância deve ser acompanhada por um trabalho social que atue na origem de fenómenos como o consumo de droga na via pública, evitando a mera deslocação do crime para áreas não vigiadas.
O comandante da PSP, Sérgio Loureiro, reforçou que Coimbra continua a ser uma cidade segura, mas notou a eficácia do sistema, revelando que, só em 2025, foram realizadas 70 extrações de imagens das câmaras atuais para apoiar processos criminais.