No Estádio do Dragão o povo azul construiu um memorial em homenagem a Jorge Nuno Pinto da Costa.
Milhares de cachecóis e outros objectos ligados ao Clube aformoseiam toda a zona adstrita à porta 24 do Estádio do Dragão. Incomparável homenagem. Memorial Azul. Aqui se medita e presta homenagem ao falecido.
A Alameda, sarapintada de azul, foi um local profundamente simbólico e representativo do universo portista, mas também da obra física dos mandatos de Pinto da Costa. Não admira que já haja propostas na câmara Municipal do Porto para que essa avenida se passe a designar Alameda Jorge Nuno Pinto da Costa. Justo.
Morreu Pinto da Costa. Um homem do Porto. Um defensor inabalável do Norte e do clube que amava, o F.C.P. O homem que ganhou destaque a nível mundial e nacional por ser o presidente mais titulado do mundo. Centenas de títulos nas modalidades, muitos no futebol, campeão europeu, campeão do mundo. Homem culto, de piada afiada, discurso fácil e acutilante.
Não falarei, por respeito e memória, na vida íntima do defunto, nem nos episódios que alguns acham menos dignificantes e outros consideram corajosos.
Hoje falo no adeus, no adeus que pintou a cidade do Porto de azul e branco, que levou milhares às cerimónias na igreja, no estádio e no memorial, diga-se, interessante memorial. Um mar azul para a eternidade. Uma multidão emocionada e agradecida. Muitas entidades regionais e nacionais também.
As palavras que mais me tocaram, foram as do jogador Futre e as do ex Presidente da Republica Ramalho Eanes, muito emocionado quase em choro.
Francisco Conceição, filho de Sérgio Conceição, ofereceu a Pinto da Costa o golo que marcou pela Juventus, nesse dia triste. A equipa de futebol jogou e ganhou com a fotografia do ex-Presidente ao peito.
Dias de lágrimas e emoções.
Adeptos e Clube, criticam a falta de posições oficiais dos grandes de Lisboa, que cultivam o silêncio.
Alguns adeptos do Benfica, indignam-se com a posição assumida, casos de Júlio Machado Vaz e António Vitorino de almeida. O F.C.P, em comunicado, classifica de silêncio indigno o dos rivais.
O presidente do Sporting, posteriormente, numa entrevista, justifica a atitude. O F.C.P. responde com possibilidades de cortes de relações. E diz que o presidente do Sporting, se considera um santo no meio dos diabos.
Está novamente em pólvora o futebol nacional. Por tão pouco. Muitos dizem que a inveja explode em momentos críticos. Poderá ser verdade.
Somos pequenos, em quase tudo, até no envio de condolências. E, no que concerne ao futebol, muito pequeninos, – pigmeus.