16 de Setembro de 2019 | Coimbra
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70% dos portugueses têm falta de dentes

18 de Janeiro 2019

Mais de 30 por cento da população portuguesa revela que nunca vai ao médico dentista ou apenas vai em caso de urgência. É uma subida de três por cento face ao ano passado, sendo que 41 por cento dos portugueses não vão a uma consulta de medicina dentária há mais de um ano. Esta análise resulta dos dados do Barómetro Nacional de Saúde Oral, elaborado pela consultora independente QSP para a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD).

De acordo com a análise efetuada, 53,6 por cento dos inquiridos afirmam não ter necessidade de ir a consultas de medicina dentária, um valor que subiu face aos 44,5 por cento da edição anterior do Barómetro. Entre os principais motivos para não irem ao dentista estão a falta de dinheiro (31,7 por cento) e o facto de considerarem que não têm problemas nos dentes (11,6 por cento).

No entanto, 70 por cento de portugueses têm falta de dentes naturais (excetuando os dentes do siso) e, destes, 35 por cento já perdeu seis ou mais dentes. Há ainda 8,2 por cento da população portuguesa que não tem qualquer dente natural. E, entre aqueles que têm falta dentes, há 55,5 por cento que nada tem a substituir.

O Barómetro revela também que 37,4 por cento dos portugueses nunca marcam consulta para check-up, enquanto apenas 29,7 por cento dos inquiridos marcam uma consulta por ano e 13,3 por cento marca quando o médico dentista recomenda. De todos os resultados divulgados, de destacar ainda o facto de 3,6 por cento dos inquiridos admitir nunca ter ido a uma consulta de medicina dentária.

O bastonário da OMD, Orlando Monteiro da Silva, considera que “em questões de saúde oral vivemos num país a duas velocidades”. “Quem tem possibilidade de aceder a consultas de medicina dentária percebe as vantagens das visitas regulares e mantém a regularidade. Os outros, seja por falta de recursos ou informação, olham para a saúde oral como algo secundário e o resultado está à vista: 11 por cento da população portuguesa vive com falta de mais de seis dentes e sem substitutos, o que prejudica substancialmente a saúde oral”, alerta, informando ainda que “a ausência de tantos dentes afeta a qualidade da mastigação, condicionando a ingestão de certos alimentos e pondo em causa a saúde geral”.

O especialista admite que “há ainda muito a fazer nesta área” e considera que “é decisivo integrar mais médicos dentistas nos centros de saúde e nos hospitais e estabelecer um acordo entre o Estado e os consultórios e clínicas privadas para o financiamento de consultas de saúde oral”.

Refira-se que este estudo foi realizado pela consultora independente QSP e tem validade estatística. Foram realizadas 1.102 entrevistas presenciais em todas as regiões de Portugal, incluindo os Açores e a Madeira, e visou homens e mulheres com 16 anos ou mais. O documento avalia os principais indicadores dos hábitos, acesso, perceções e motivações da população portuguesa relacionados com a oferta de cuidados de saúde dentários.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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