19 de Abril de 2019 | Coimbra
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Rali de Portugal regressa ao Centro do país em maio

1 de Fevereiro 2019

O melhor Rali do mundo está de regresso à região Centro e promete quatro dias de pura emoção e adrenalina. Dezoito anos depois, de 30 de maio a 2 de junho, volta a percorrer esta região, onde são aguardados mais de um milhão de espetadores.

A 53.ª edição do Rali de Portugal vai começar em Coimbra, na Porta Férrea da Universidade. É em pleno “coração” do património da humanidade da UNESCO que arrancarão, a 31 de maio, os 80 carros que vão participar neste evento desportivo, que seguirá depois para os troços cronometrados de Lousã, Góis e Arganil.

Dezoito anos depois, a espetacularidade desta prova regressa ao Centro do país e promete atrair entusiastas de todo o mundo à região. Apresentada na terça feira, na Câmara de Coimbra, esta mítica etapa do Campeonato Mundial de Rali (WRC – World Rally Championship) conta com a participação de 160 pilotos e um percurso de 1.463,55 quilómetros, dos quais 311,59 cronometrados ao longo de 20 especais de classificação. Esta edição começa a 30 de maio, em Paredes, com o “shakedown”, estando a partida marcada para o dia seguinte, na Porta Férrea, um momento de grande emoção e adrenalina que mobilizará a cidade e atrairá muitos aficionados do desporto automóvel.

Para o presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, “é uma honra receber na cidade, pela primeira vez, a cerimónia oficial de partida da prova mais importante do panorama desportivo automóvel”. O autarca considera que esta é a prova desportiva com “maior impacto na economia portuguesa”, que contribuirá para a promoção da cidade e de cada um dos municípios por onde passa diretamente mas que irá dinamizar, também, as zonas circunvizinhas. Tratando-se de uma prova que deve atrair um milhão de pessoas às localidades por onde passa, sendo vista por mais de 87 milhões de pessoas em todo o mundo, o Rali contribuirá, segundo Manuel Machado, para fortalecer “a imagem turística, desportiva e cultural de Coimbra, cidade e região”.

Pela sua dimensão e importância, o autarca assegurou que estão reunidas “todas as condições” para que esta prova possa voltar à região Centro de Portugal no futuro.

Este desejo foi também sublinhado pelos presidentes das câmaras de Arganil, Góis e Lousã, respetivamente Luís Paulo Costa, Lurdes Castanheira e Luís Antunes. O presidente de Arganil recordou que este “projeto demorou 13 anos” e destacou a luta do anterior presidente para que o Rali regressasse a este concelho que, ainda hoje, 18 anos depois da sua última edição, continua a ser conhecido por esta realização. Luís Paulo Costa sublinhou que “este é um projeto conjunto que não se esgota nestes quatro concelhos” e que tem como desafio “a afirmação regional”, salvaguardando sempre a parte desportiva mas também as questões de segurança.

Para Lurdes Castanheira esta é “uma grande oportunidade” para o território e é também uma forma da região se afirmar, de uma forma diferente, a nível nacional e internacional. Sobre o futuro, sublinhou que estão “totalmente envolvidos” e a trabalhar no sentido de que o Rally regresse à região em 2020, com a garantia de que serão acauteladas as questões de segurança, bem como os melhores e mais espetaculares troços.

Luís Antunes considerou que este “é um momento importante e feliz” para esta região, destacando a união destes quatro municípios e das várias entidades envolvidas nesta realização, como o Automóvel Clube de Portugal (ACP) e o Turismo Centro de Portugal (TCP). Trata-se, no seu entender, de um “grande evento desportivo, de nível mundial, com toda a repercussão direta e indireta que tem a nível económico e não só”, que contribuirá para a “afirmação de toda esta região”.

O presidente do TCP manifestou o desejo de ter no Centro “o melhor Rali do mundo”, não apenas em 2019 mas “por vários anos”, agradecendo ao ACP este regresso. “A captação de um grande evento transforma a nossa região, ajudando a esbater as assimetrias regionais. O Rali é um veículo privilegiado para unir o Litoral e o Interior, uma vez que junta o património mundial com o queijo, o vinho, o mel e tantas das nossas iguarias”, sublinhou Pedro Machado, destacando também os benefícios económicos que vai trazer à região, principalmente a nível da restauração, comércio e alojamento (estando este já esgotado em algumas localidades).

Em nome do ACP, Mário Martins da Silva, agradeceu a “todos aqueles que tornaram possível este sonho”.

Na sessão foi ainda apresentado um estudo, realizado pela Universidade do Algarve, sobre o impacto da prova, onde se destaca, no cerca de um milhão de espetadores presentes, a forte participação de turistas estrangeiros (mais de 50 por cento), bem como a presença de adeptos de todo o país e de toda a Espanha. A nível económico, o estudo aponta para um retorno financeiro superior a 138 milhões de euros, valores referentes ao ano passado.

O Rali vai arrancar então da Porta Férrea, a 31 de maio. Segue, nesse dia, para Lousã, Góis, Arganil e Lousada. Para o dia seguinte, 1 de maio, estão marcadas especiais em Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto e Vila Nova de Gaia. No dia 2 correm-se as últimas etapas em Montim, Fafe e Luílhas, estando a consagração dos vencedores marcada para Matosinhos.


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