19 de Dezembro de 2018 | Coimbra
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JOÃO BAPTISTA

Nas Margens do Ceira

30 de Novembro 2018

Volto hoje a escrever sobre a minha participação em grupos de teatro. Numa recordação agradável de largo período duma vida que já vai longa.

Tive a sorte de estar sempre integrado em grupos onde a disciplina, o respeito, o companheirismo estiveram presentes. E não pode ser de maneira diferente. O teatro é um trabalho coletivo, onde todos têm o direito de dar opinião, de manifestar a sua vontade, mas onde, evidentemente, há missões diferentes para cada qual, com responsabilidades acrescidas consoante as tarefas de cada um. Tudo deve ser conjugado com o objetivo único do êxito, que nunca é deste ou daquele, mas sempre coletivo.

Isto me ensinaram nomes ilustres com quem aprendi o muito pouco que sei. Lembro, na companhia do meu sempre lembrado Joaquim Basílio, um curso no TEUC, em 1980, tendo como monitores Adolfo Gutkin, Joaquim Benite, Mário Barradas, Fernando Gusmão, Deolindo Pessoa.

Ou outro, por iniciativa do Inatel, em 1986 no Luso, com a companhia de António Amado em que o preletor foi José Saloio. Mas também, e muito especialmente, o contacto diário, durante anos, com José de Almeida, o mestre José de Almeida, e seu filho Cristiano, dois nomes que muito deram ao teatro não só em Coimbra como em todos os muitos locais onde levaram os seus vastos conhecimentos.

Tive ainda e não o esqueço uma participação fugaz mas sumamente agradável no Grupo de Teatro do CCDS de Torres do Mondego, donde igualmente guardo bem muito boas recordações.

Participámos em dezenas e dezenas de espetáculos, das mais modestas aldeias aos palcos mais sofisticados, mas tivemos o privilégio de, por duas vezes, estar presentes, com o Grupo do Sobral de Ceira, nessa casa que foi, ao tempo, considerada como a catedral do Teatro de Coimbra: o Teatro Avenida.

Durante anos sucessivos vivi em conjunto sempre com os meus companheiros horas de dificuldades, de preocupações, mas bem compensadas pelas alegrias que foram muitas sentidas em grupo. As palmas recebidas foram sempre as melhores e únicas recompensas para quem como nós em puro amadorismo vivia com sentido de responsabilidade a luta em que se envolvera. O tempo passou. Hoje são recordações agradáveis, emotivas que deixei registadas.

Tive a grata possibilidade de abordar um tema que me foi muito querido. Fez-me viver momentos, de grande emoção. Muitos que os partilharam comigo talvez o sintam da mesma maneira. Talvez. Porém ALGUÉM os partilhou sempre em perfeita comunhão de ideais comigo, desde a primeira hora, critica construtiva para tudo aquilo que via. Companheira dedicada em todas as horas. Colaborante em muitos aspetos da representação. Quando não podia ir fisicamente a espera até de madrugada para saber como correra.


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