18 de Novembro de 2018 | Coimbra
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Margem direita do Mondego ganha “nova vida” até 2020

2 de Novembro 2018

A margem direita do rio Mondego vai sofrer uma remodelação profunda até 2020. As obras de requalificação, consignadas na sexta feira, vão trazer uma “nova vida” àquela área, fomentando a relação da cidade com a zona ribeirinha. Este investimento, de mais de sete milhões de euros, junta-se a outros já em curso e que, em conjunto, apostam na valorização do rio e na prevenção de cheias como as que se têm registado nos últimos anos.

Z. M.

A empreitada de estabilização e requalificação da margem direita do Mondego, que representa um investimento de mais de sete milhões de euros, arrancou na passada sexta feira, dia em que foram consignadas as duas empreitadas de proteção e valorização ambiental do Rio Mondego e do espaço envolvente.

Durante a sessão, que contou com a presença do ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos Fernandes, e do secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, o presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, destacou a importância que esta obra tem para a cidade e para “melhorar a convivência de Coimbra com o rio”.

“A zona ribeirinha do Mondego vai ganhar uma nova vida com esta obra”, disse, acrescentando que “a valorização dos recursos naturais e do ambiente interessa a todos”.

Dando conta do conjunto de obras que estão a decorrer, como a “monitorização do rio Mondego, desassoreamento, proteção das margens, limpeza de todo o leito do rio e leitos periféricos”, Manuel Machado acredita que “as cheias não vão acontecer tão cedo”.

A cargo do consórcio Opway Engenharia SA/Construtora do Infantado – Sociedade de Construções, Lda, vencedor do concurso público internacional, a obra na zona ribeirinha de Coimbra prevê a execução dos muros de contenção na margem direita do rio e a requalificação das avenidas Cidade Aeminium e Emídio Navarro nas faixas confinantes com o rio. Acresce a estabilização, recuperação e criação de estruturas de contenção da margem direita do rio, entre a ponte de Santa Clara e o Açude-Ponte, que apresentam atualmente, como sublinhou Manuel Machado, “troços de preocupante degradação”.

A arquiteta da Câmara, Joana Sobral, que apresentou o projeto, considerou também que esta é uma “intervenção extremamente necessária devido às fragilidades” que se encontram nas margens e deu conta que esta obra “vai alterar por completo a imagem da cidade”, apostando no “aumento da fluidez pedonal deste local e afastando mais os carros da margem”.

Todo o espaço público confinante vai ser requalificado. Para além dos trabalhos de terraplanagem e pavimentação, vão ser reformuladas as redes de saneamento, eletricidade e iluminação pública, assim como serão executados trabalhos de sinalização rodoviária e integração paisagística.

Esta obra vai ser comparticipada em 85 por cento por fundos europeus, através do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (PO SEUR), no âmbito do Portugal 2020. Cabe ao Município de Coimbra assegurar os restantes 15 por cento.

Manuel Machado recordou que esta intervenção se junta a outras que a autarquia tem em curso, como o desassoreamento do Mondego, as obras de requalificação dos edifícios das “Docas”, a construção da nova ponte na Praia Fluvial de Palheiros e Zorro e a nova via que ligará a Fernão de Magalhães e a Padre Estrela Ferraz.

A estas empreitadas juntam-se ainda outras da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em articulação com o Município, que apostam na proteção e valorização ambiental do rio Mondego, como a reabilitação do leito periférico direito, a requalificação do leito e dos diques do leito central a jusante do Açude-Ponte (também adjudicada na sexta feira) e a limpeza das margens e do próprio rio, trabalhos que têm um custo estimado de dois milhões de euros. Este investimento visa também, como explicou o vice-presidente da APA, Pimenta Machado, “minimizar o efeito das cheias, para que possam ser mais controladas”.

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, destacou esta união de esforços, considerando que o importante é “ser capaz de servir e de juntar recursos”. Destacou ainda o investimento que está a ser realizado em Coimbra, onde vão ser aplicados 24 dos 80 milhões já aprovados no PO SEUR.


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