19 de Abril de 2019 | Coimbra
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Doentes de Parkinson reclamam menos tempo de espera

12 de Abril 2019

A associação dos doentes de Parkinson queixa-se de elevados tempos de espera para as consultas de acompanhamento, que chegam a demorar um ano, lembrando que esta patologia requer com frequência ajustamentos na medicação.

A presidente da Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk), Ana Botas, reconhece que esta situação “não é de agora”, mas refere que continuam a chegar relatos de doentes que se queixam da “elevada espera” nas consultas de acompanhamento, isto é, as que são marcadas após a primeira consulta de especialidade de neurologia.

Em declarações à Lusa, no âmbito do Dia Mundial da Doença de Parkinson, que ontem (11 de abril) se assinalou, Ana Botas indicou que o encaminhamento para a primeira consulta de neurologia está até um pouco melhor, “com um esforço para se cumprirem” os 120 dias de tempo máximo de resposta garantido. Considera, no entanto, que as consultas subsequentes deviam ter “um espaçamento menor”, uma vez que os doentes de Parkinson têm descompensações e precisam de ajustar a sua medicação.

Segundo a Associação, na teoria o espaçamento entre consultas devia ser entre quatro a seis meses, “mas há casos que demoram cerca de um ano”.

O neurologista Joaquim Ferreira, membro do conselho científico da associação, lembra que os doentes de Parkinson devem ser acompanhados por uma consulta específica, com profissionais experientes no acompanhamento destes doentes. O médico alerta ainda para o facto do acesso aos cuidados multidisciplinares, como fisioterapeutas ou terapeutas da fala, ser “ainda escasso e com grandes assimetrias no país”.

Atualmente, as recomendações internacionais indicam que os doentes devem ser acompanhados por equipas multidisciplinares, onde tenham acesso facilitado a fisioterapeutas, terapeutas da fala ou outros profissionais.

De acordo com os dados divulgados, deverão existir em Portugal entre 18 a 20 mil doentes de Parkinson e todos os anos são identificados cerca de dois mil novos casos. A doença pode manifestar-se com vários sintomas, entre eles motores, como lentidão de movimentos, rigidez muscular, tremor e alterações de postura.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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