16 de Outubro de 2018 | Coimbra
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Dia Mundial do Professor celebra-se amanhã com grande manifestação em Lisboa

4 de Outubro 2018

Milhares de professores, de todo o país, são esperados amanhã (5 de outubro) na grande manifestação que vai decorrer, a partir das 15h00, em Lisboa. Esta ação de protesto pretende, por um lado, assinalar o Dia Mundial do Professor que amanhã se comemora e, por outro, sensibilizar a comunidade para a luta dos professores.

De acordo com Luís Lobo, dirigente do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC), esta manifestação vai começar no parque da Alameda D. Afonso Henriques e o percurso segue pela Praça Martim Moniz e Terreiro do Paço, terminando junto ao Ministério das Finanças.

“Vai ser uma grande manifestação que vai marcar a luta dos professores em Portugal”, realça. O dirigente do SPRC recorda que na última manifestação realizada, ainda no ano letivo passado, participaram cerca de 50.000 professores, número que “se deverá agora repetir ou mesmo ultrapassar”.

Luís Lobo lembra que o Dia Mundial do Professor foi instituído pela UNESCO em 1994, comemorando-se sempre a 5 de outubro, dia em que, já em 1966, “tinha sido aprovado pela Organização Internacional do Trabalho e pela UNESCO, numa conferência intergovernamental, um relatório sobre a situação dos professores, documento que tem sido em todos os países do mundo o documento inspirador do estatuto da carreira docente”.

O Dia Mundial do Professor surgiu, assim, com o o objetivo de chamar a atenção para o papel fundamental dos professores, pilares fundamentais para o ensino e para a educação da sociedade.

Luís Lobo realça que é essa mensagem que os professores querem transmitir amanhã nesta grande manifestação nacional, onde vão alertar para a “necessidade de haver mais respeito pela profissão” e também continuar a luta dos professores que tem marcado os últimos meses, onde exigem que nove anos, quatro meses e dois dias de trabalho sejam contabilizados na progressão de carreira.

Esta manifestação representa, aliás, o culminar de uma semana de greve, convocada por 10 estruturas sindicais de professores no dia em que o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, esteve no Parlamento, a pedido do PCP, para debater o arranque do ano letivo. No centro da questão estão as negociações para a recuperação do tempo de serviço congelado, que os professores querem ver reposto de forma integral, para efeitos de contagem de tempo de carreira, dos anos de serviço que trabalharam.

Na segunda feira a greve afetou sobretudo as escolas dos distritos de Lisboa, Setúbal e Santarém, na terça dos distritos de Portalegre, Évora, Beja e Faro e ontem dos distritos de Coimbra, Aveiro, Leiria, Viseu, Guarda e Castelo Branco. Hoje, último dia de greve, prevê-se que afete as escolas dos distritos do Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança.


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