19 de Abril de 2019 | Coimbra
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CLARA CORREIA

Ai, o que eu teria perdido…

8 de Fevereiro 2019

(Agradeço ao Mário Zambujal ter-me inspirado a escrever este texto…)

Ai, o que eu teria perdido se não tivesse nascido… não teria conhecido o Pai Augusto e a Mãe Rosarinho… não teria brincado com as manas Rosarinho e Alicinha… não seria Tia do Manuel, do Tiago e da Maria… não teria saltado para o colo da Avó Alice, da Avó Maria do Rosário e do Avô Messias… não diria com tanto orgulho que sou neta do Avô Manuel… não me teria deliciado em caminhadas pertinho do mar ao lado do Tio Quim e da Tia Nelinha.

Ai, o que eu teria perdido se não tivesse nascido… não teria brincado com o Miguel, com a Catarina e com o Toninho… não teria andado tantas horas de bicicleta… não teria corrido atrás da bola de futebol e à frente da bola de basquetebol… não teria escutado tantas lindas músicas e não teria lido tantos inesquecíveis livros… não teria escrito tantas letras pequeninas.

Ai, o que eu teria perdido se não tivesse nascido… não seria de Coimbra, não teria celebrado Glasgow, não amaria Barcelona e não viveria apaixonada por Lisboa.

Ai o que eu teria perdido se não tivesse nascido… não teria aprendido com tantos e tão bons professores… não teria estudado em tão boas escolas… não teria trabalhado com tantos e tão especiais “sobrinhos”… não teria saboreado uma vida profissional tão enriquecedora.

Ai, o que eu teria perdido se não tivesse nascido… não teria vivido em tantas e em tão lindas cidades… não teria visitado tão lindos países e não falaria tantas e tão ricas línguas… não conheceria tantas e tão deslumbrantes culturas e não teria feito tantos e tão bons amigos, sempre presentes na minha vida.

Ai, o que eu teria perdido se não tivesse nascido… não me emocionaria com a Joan Baez, o Caetano Veloso, a Maria Bethânia, o António Zambujo, a Mariza, o Fausto, a Carminho e tantos outros cantores que enchem a minha vida de notas… não teria lido Maruja Torres, José Luis Peixoto, Ana Maria Moix, David Lodge, Elena Ferrante, Paul Auster e tantos outros autores… não teria gritado “Bravo” nos Coliseus e não teria dado vida às mãos em tantas livrarias.

Ai, o que eu teria perdido se não tivesse nascido… não teria esmurrado os joelhos… não teria tocado viola… não teria escrito o meu querido diário… não teria sofrido com a Briosa e não teria celebrado o Barça… não teria jogado basquetebol… não teria mergulhado no mar nem teria descido a montanha… não teria sorrido ao sol nem teria fugido da chuva.

Se eu não tivesse nascido… ai, o que eu teria perdido…


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