22 de Janeiro de 2019 | Coimbra
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JOÃO PINHO

Nota de Rodapé: A crise do comércio da Baixa de Coimbra

11 de Janeiro 2019

Em meados de janeiro de 2018 lancei uma sondagem nas redes sociais, especificamente, no Grupo Ideias para Coimbra e Região (que fundei e venho administrando), com a seguinte pergunta «Quem é o responsável principal pela crise vivida pelo Comércio da Baixa de Coimbra?».

Era minha intenção, num primeiro momento, aferir de forma direta e em plena liberdade o que pensavam os quase 5.500 membros do grupo, a maioria de Coimbra e Região e vários com ligações comerciais e industriais à cidade, sobre a crise que há muito se instalou no comércio da Baixa – numa altura em que alastravam pelas redes sociais opiniões para todos os gostos.

Pretendia, num segundo plano, perceber o nível de participação da população em rede numa questão que se vem arrastando de ano para ano, discutida publicamente de diferentes prismas, tocando quase sempre na incapacidade dos agentes locais de se organizarem e dinamizarem em prol dos seus interesses – ao contrário do que sucede, por exemplo, em outros centros históricos do país, como Porto ou Braga.

Tendo em atenção as diversas opiniões manifestadas sobre o tema, sobretudo, nas redes sociais e na imprensa, defini na referida sondagem cinco respostas possíveis à pergunta formulada, tendo votado um universo de 144 membros que expressaram a sua opinião da seguinte forma: 55% (79 votantes) consideraram como grande responsável pela crise existente a Câmara Municipal de Coimbra; em segundo lugar, ficaram as Grandes Superfícies Comerciais com 25% (36 votos); em terceiro lugar, os Comerciantes com 19% (27 votos); quase sem expressão a Agência de Promoção da Baixa com 1% (resultado de 2 votos); e, sem nenhum voto (ou intenção de responsabilização) a União de Freguesias de Coimbra.

É verdade que a votação, face ao número de membros e opiniões emitidas sobre o assunto ao longo do ano, apresenta-se como pouco significativa. É também verdade que alguns membros foram mudando o sentido de voto ao longo dos meses, enquanto outros acabaram por retirar a sua intenção de voto.

Contudo, a sondagem, apesar das contingências e amadorismo da sua realização não deixa de constituir um sinal do que pensa a população, relativamente, à crise no comércio da Baixa de Coimbra – que mais uma vez se fez sentir este ano, não obstante o reforço de iluminação, os dias amenos ou os grandes concertos de réveillon.


  • Diretora: Zilda Monteiro

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